
Poucos sabem da verdadeira importância que a atividade de Inteligência tem para o País, outrora chamada no Brasil de Atividade de Informações. Trata-se de uma atividade científica, nobre, séria e por demais útil para todos os segmentos da sociedade e atua em todos os campos de expressão do Poder Nacional. Não é uma atividade ligada a um partido político. Sim, uma atividade para servir aos governos, independente de conotações partidárias.
Continuo a escrever alguns artigos sobre a importância da Atividade de Inteligência, hoje é desenvolvida pela ABIN (Agência Brasileira de Inteligência), que muitas vezes é atingida de forma grotesca e ignorante por pessoas que nada sabem da Atividade e de sua nobre missão ou que propositadamente desejam denegrir sua imagem e sem o menor interesse que suas ações tenham efeito, deixando-lhes um campo fértil para a prática de ações ilícitas.
Assim muitas vezes lemos, através da própria internet, frases como: pra que serve a ABIN? E outras colocações pejorativas a respeito de uma atividade tão necessária e nobre para a Nação. Vale ressalta que é importante que haja confiança dos governantes em seu próprio assessoramento para que uma interatividade seja levada a efeito e os benefícios, que são substanciais, venham para o País.
Um breve histórico (extraído do site da ABIN)
“A história da Atividade de Inteligência no Brasil teve origem em 1927, quando foi criado o Conselho de Defesa Nacional, órgão diretamente subordinado ao Presidente da República. Até então, a atividade era exercida apenas no âmbito dos ministérios militares.
Diversas foram as reformulações introduzidas na então atividade de Informações ao longo do processo político nacional. Entre elas, cabe citar a criação, ocorrida em 6 de setembro de 1946, do Serviço Federal de Informações e Contra-Informações (SFICI).
O Brasil, no início da década de 60, apresentou um cenário interno bastante conturbado, gerando manifestações de segmentos da sociedade. O quadro evoluiu para uma intervenção militar no processo político nacional a partir de março de 1964. Na ocasião, foi extinto o SFICI e criado o Serviço Nacional de Informações (SNI).
Foi criado, em 1970, o Sistema Nacional de Informações (SISNI), integrado por todos os órgãos de informações dos ministérios civis e militares. O SNI era o órgão central desse sistema.
A partir de 1979, procurou-se ajustar as estruturas de Informações aos novos tempos, pois já estava em andamento o processo de redemocratização do país. Os governos da época buscaram alternativas no sentido de reposicionar a atividade de Informações em seu correto espaço e devido limite.
Em 1990, no contexto de ampla reforma da Administração Pública Federal, o SNI foi extinto. O exercício perene da atividade, todavia, foi preservado com a criação da Secretaria de Assuntos Estratégicos (SAE), que absorveu as atribuições do SNI.
Em 7 de dezembro de 1999, o Presidente da República instituiu o Sistema Brasileiro de Inteligência (SISBIN) e criou a Agência Brasileira de Inteligência (ABIN). A criação da Agência proporcionou ao Estado brasileiro institucionalizar a atividade de Inteligência, mediante ações de coordenação do fluxo de informações necessárias às decisões de Governo, no que diz respeito ao aproveitamento de oportunidades, aos antagonismos e às ameaças, reais ou potenciais, para os mais altos interesses da sociedade e do país.”
A FALTA DO SISNI EM TODA SUA AMPLITUDE
O SISNI (Sistema Nacional de Informações) prestou um importante papel para o Brasil. O Sistema se aprimorava dia a dia, qualificava seus analistas e demais agentes em todo o território nacional e contribuía de forma efetiva para o governo, em todos os campos de expressão do Poder Nacional.
No entender do editorialista do Portal Messejana, O ex-presidente Collor de Mello cometeu um erro gravíssimo ao “extinguir” o SNI (Serviço Nacional de Informações) que era o órgão de cúpula do Sistema de Inteligência no Brasil, particularmente quando encerrou as atividades de inteligência no âmbito dos Ministérios, realizada pelas Divisões de Segurança e Informações e pelas Assessorias de Segurança e Informações.
Em outros artigos procurarei escrever mais detalhes sobre os acontecimentos que levaram a esta estupidez do Presidente Collor. Em primeiro lugar porque ele não extinguiu nada. O SNI apenas sofreu uma mudança de nome. Mas – é aí o ponto chave – o sistema possuía as Divisões se Segurança e Informações (DSI) e as Assessorias de Segurança e Informações (ASI) que funcionavam nos Ministérios, sob a supervisão técnica do SNI. Assim, esses órgãos prestavam assessoramento para o Sistema no que se refere a assuntos pertinentes a cada ministério.
A história e os fatos já estão demonstrando essa falha de Collor de Mello, o qual, por razões pessoais decidiu erroneamente “acabar” com a atividade de inteligência no Brasil. E não conseguiu isso, por razões óbvias. Mas dificultou as ações de inteligência com o fim da atividade nos ministérios civis e outros órgãos governamentais de suma importância para o Brasil.
A classe política e o próprio governo deveriam analisar e refletir sobre a real importância da atividade e corrigir um erro crasso quando ao tentar extinguir o SNI acabou por afetar a estrutura do próprio Sistema. Os mais novos devem tomar conhecimento desses fatos e os bem intencionados reconhecer a importância das atividades de inteligência em todas as áreas do governo.

No meu ponto de vista o álcool, quando ingerido de forma excessiva, tira a razão, o juízo das pessoas, diminuem de forma brutal os reflexos, dão uma falsa ilusão de “coragem” ao volante, incentivam o jovem em seus variados ímpetos e leva um contingente enorme de pessoas a morrer precocemente. E o pior, às vezes a matar pessoas inocentes.
Ao
entrar ou sair de um banco você poderá estar marcado para ser assaltado. Da
mesma forma os bandidos atacam cada vez mais em restaurantes (arrastões), nas
redes de supermercados, farmácias, postas de gasolina, lotéricas e
estabelecimentos comerciais diversos. Muitos comerciantes são assaltados várias
vezes e temendo pela vida são obrigados a fechar seus locais de trabalho. Até
mesmo assaltos contra profissionais liberais, como dentistas, tem tido um
aumento constante. Muitas das ações com uma violência extrema, a ponto de os
assaltantes matarem suas vítimas queimadas. Até mesmo em condomínios a segurança
também começa a falhar, pela ação cada vez mais audaciosa dos bandidos.
Agora mesmo a polícia
ampliou a gama de crimes que podem ser denunciados através da internet, através
do Boletim de Ocorrências eletrônico, como é chamado. O fato foi noticiado pela
imprensa local. Muito bem, agora podemos denunciar pela net vários tipos de
crimes. Mas para que mesmo? Quando sabemos que na maioria das vezes os crimes
não são desvendados? Vai ser interessante para a Polícia ter estatísticas
melhores a fim de aperfeiçoar seus planejamentos, mas a população necessita mais
que isso. Quer ver e se sentir segura em todos os locais.
E
no interior do Estado? Pensamos que as ações delituosas praticadas no interior
do Estado são voltadas mais especificamente para roubo a bancos, pela
fragilidade da segurança nas localidades e pouco efetivo policial. Só para falar
um pouco no assunto, que mais poderia se transformar em um livro, a segurança “é
uma brincadeira”, como se diz. Os bandidos chegam, muitas vezes prendem os
policiais, primeiramente, e depois vão explodir as agências bancárias “na boa”.
Saem na tranqüilidade, atiram para todo lado, amedrontam a todos, fazem reféns e
tudo isso continua sem parar.
A
diferença do Brasil para outros países mais avançados se faz principalmente com
base na LEI CUMPRIDA. E os governos e parlamentares brasileiros insistem na
morosidade quanto à reforma dos códigos, da legislação penal... E o Judiciário,
por sua vez, também não pressiona para que a situação mude. O Estatuto da
Criança e do Adolescente (ECA) precisa ser revisto com urgência. Os “menores de
idade”, por exemplo, alguns com até 17 anos e 11 meses e 20 dias, agem de forma
ameaçadora. Usam drogas, assaltam, usam armas, matam, tomam motocicletas,
violentam e agridem pessoas e passaram a não temer a própria polícia, que não os
pode atingir – ou seja, a polícia prende o menor de idade (criminoso), o
Delegado autua e a Justiça tem que mandar soltar ou encaminhar apenas para uma
instituição – fundação Casa ou similar.
A droga é um
dos problemas gritantes no Brasil e as autoridades parecem que estão
anestesiadas quanto a isso. Os diferentes tipos de entorpecentes tomaram conta
do Brasil, praticamente de Norte a Sul e de Leste a Oeste. Estamos praticamente
sendo dominados por uma força grande chamada “crime organizado”. E perdendo a
batalha, infelizmente.

A partir de Brasília, onde prédios governamentais foram atacados e depredados, passando por outras cidades de grande porte, é fácil constatar a ação retardada dos órgãos de segurança (polícias, guardas municipais etc.) para proteger o patrimônio público e também para controlar os manifestos – nesse caso particularmente as infiltrações e ações de grupos de vândalos, e ladrões oportunistas. A polícia, atordoada, não conseguiu controlar todo e todos e várias ocorrências foram registradas. Rebatendo as agressões e tentando coibir os atos de vandalismo muitas vezes excede na força empregada ou atingem pessoas que apenas desejam se manifestar livremente. Mais um complicador na questão. Isto significa que não há um preparo adequado das forças de segurança, nem um planejamento eficaz para tais situações. E fornece indicadores de que os efetivos policiais, da estrutura e dos planejamentos são deficientes, ensejando um aumento desenfreado da violência em todo o País.






