segunda-feira, 26 de agosto de 2013

A economia brasileira e seus reflexos na criação de postos de trabalho no Ceará

Muitos, particularmente os mais jovens não sabem o que são Postos de Trabalho. E aqui vamos comentar um pouco sobre o assunto. Com alguma experiência na Área do Trabalho vamos procurar esclarecer em fácil entendimento o assunto.

O que é um Posto de Trabalho?
 
Um Posto de Trabalho, em um entendimento bem simples, é uma vaga, que pode ser no comércio, ou em outros setores. Por exemplo, quando um posto de gasolina é aberto são gerados vários postos de trabalho. Assim, ocupam aqueles postos de trabalho os frentistas, o pessoal das lojas de conveniências, os seguranças, enfim, todo mundo que é empregado naquele novo negócio.

A economia de um país tem reflexos diretos na criação (crescimento) ou no corte (diminuição) dos Postos de Trabalho. Quando a economia está crescendo surgem muitos postos de trabalho para a população, o que diminui aquele contingente de mão-de-obra desempregada, com a ocupação desses novos empregos.

Mas o que e contingente de mão-de-obra desempregada?

A palavra “contingente” significa um grupo, uma parcela da população. Conforme um dos dicionários, um conjunto de pessoas que desempenham uma função específica dentro de uma coletividade. No caso dos desempregados formam um contingente de mão-de-obra desempregada. 

A procura de um 1º Emprego

Vamos entender bem o seguinte raciocínio, para que no final todos compreendam a importância do tema: a cada dia muitas pessoas fazem aniversário e centenas ou milhares completam 18 anos. Seguem logo para os Postos do Ministério do Trabalho, Postos do Sistema Nacional de Emprego (SINE) etc. para “tirarem” sua Carteira de Trabalho. E assim passam a procurar o seu primeiro emprego. Poucas conseguem, por razões múltiplas, os sejam: não há postos de trabalho disponíveis no local onde moram (vagas); as vagas oferecidas são para pessoas qualificadas ou com experiência (o que os novatos ainda não possuem) e por aí vai. Algumas pessoas que conseguiram o seu 1º emprego logo após seus 18 anos. E as outras restantes vão se somar ao contingente de mão-de-obra desempregada. E no dia seguinte mais pessoas completam aniversário. A estória se repete. Algumas (poucas) conseguem emprego e as demais se somam aos desempregados. Desse modo a massa de desempregados no país vai acrescendo dia a dia. E a quantidade das pessoas que passam a “pressionar” o mercado de trabalho para conseguir uma “vaga”, um posto de trabalho, aumenta rapidamente.

O crescimento populacional comparativamente ao crescimento dos postos de trabalho

Em um Estado pobre como o Ceará, como em outros estados brasileiros, o crescimento populacional é muitas vezes maior que o aumento dos postos de trabalho. Ou seja: simplesmente a economia do Estado não cresce de modo suficiente para que haja emprego para todo mundo que deseja trabalhar. Assim, como não há Postos de Trabalho suficientes a procura pelos empregos retornar e aqueles que não conseguem passam a incorporar o contingente de mão-de-obra desempregada. Há órgãos oficiais que informam os índices de emprego e desemprego, conforme dados fornecidos pelo Ministério do Trabalho.

Os índices de desemprego aumentam e os problemas decorrentes também. Assim, a economia de um país tem que crescer para que não haja desempregados ou pelo menos que o número de pessoas sem empregos seja muito pequeno. Trata-se de um problema econômico, com consequências sociais muito graves.

terça-feira, 20 de agosto de 2013

Dicas de como escrever melhor

Nos tempos modernos é muito importante escrever bem. Escrever bem é saber expressar idéias clara, rápida e persuasivamente. Uma boa redação revela a capacidade de raciocínio e esforço pessoal - mesmo para aqueles que têm mais facilidade.

Mas atenção: além de ter redação própria é preciso saber utilizar os processadores de textos, que possuem inúmeros recursos, tendo em vista que a quase totalidade das empresas está plenamente informatizada. Conhecimentos de informática, principalmente sobre gravação de arquivos, organização de pastas de trabalho, cópias de segurança (backup), impressão de documentos, tipos diferentes de formatação, são condições essenciais! 

TENHA EM MENTE QUE O TEMPO DO LEITOR É LIMITADO

·  No trabalho, lembre-se de revisar seus documentos antes de encaminhá-los para os seus chefes imediatos. O mesmo cuidado deve ser observado nas correspondências particulares. Seu trabalho é o espelho de sua capacidade!
·  Observe o princípio da Qualidade Total, que significa “fazer sempre certo da primeira vez”.
·  Lembre-se de que aquilo que você escrever deve ser entendido na primeira leitura.
·  Se você quiser que seu trabalho seja lido e analisado por seus superiores, seja breve. Quanto menor o texto, maior a chance de ser lido por eles.

SAIBA AONDE VOCÊ QUER CHEGAR

Antes de redigir, se possível faça um esboço, listando e organizando suas principais idéias e argumentos. Ele lhe ajudará a não se desviar da questão central. Lembre-se de ordenar as idéias de forma coerente e lógica.

TORNE A LEITURA FÁCIL E AGRADÁVEL

Os parágrafos e sentenças curtos são mais fáceis de ler do que os longos. Mande “e-mails”, ofícios ou cartas, não romances. Para enfatizar, sublinhe sentenças e enumere os pontos principais.

EVITE USAR "CLICHÊS"

· Use suas próprias palavras.
· Clichê - O último, mas não menos importante...
· Direto - Por último...

EVITE O USO DE ADVÉRBIOS VAGOS

· Evite advérbios não esclarecedores, como "muito", "pouco", "razoavelmente".
· Vago - O projeto está um pouco atrasado.
· Direto - O projeto está uma semana atrasado.

USE UMA LINGUAGEM SIMPLES E DIRETA

· Evite o jargão técnico e prefira as palavras conhecidas. Não esnobe o seu português.
· Jargão - Input, Output.
· Português comum:  fotos, informações, resultados.

ACHE A PALAVRA CERTA

Use palavras que você conheça exatamente o significado. Aprenda a consultar o dicionário para evitar confusões. Palavras mal-empregadas são percebidas facilmente por um bom leitor e depõem contra você.

NÃO COMETA ERROS DE ORTOGRAFIA

Após concluir seu trabalho, sempre utilize o corretor ortográfico de seu processador de textos. Observe que nem sempre ele corrigirá tudo! Uma vez que uma palavra existe no dicionário o computador não a marcará como errada. Por isso mesmo leia o texto antes de imprimi-lo. 

Em caso de dúvida, consulte o dicionário (alguns podem ser até mesmo instalados no computador) ou peça a alguém para revisar seu trabalho. Uma redação incorreta pode indicar negligência de sua parte e impressionar mal o leitor.

NÃO EXAGERE NA ELABORAÇÃO DA MENSAGEM

Escreva somente o necessário, procurando condensar a informação. Seja sucinto, sem excluir nenhum ponto - chave.

ATAQUE O PROBLEMA

Diga o que você pensa sem rodeios. Escreva com simplicidade, naturalidade e confiança.

EVITE PALAVRAS DESNECESSÁRIAS

·  Escreva o essencial. Revise e simplifique.
·  Não escreva: plano de ação, fazer um debate, estudar em profundidade no evento de, com o propósito de, a nível de diretoria.
·  Escreva: plano, debater, estudar, se, para, pela diretoria.

EVITE ABREVIAÇÕES, SIGLAS E SÍMBOLOS

Sempre que utilizar uma sigla pela primeira vez, o seu significado deve vir a seguir, entre aspas. Exemplo: “o SENAC (Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial)”, ...

NÃO SE CONTENTE COM O PRIMEIRO RASCUNHO

Reescreva. Revise. Acima de tudo, corte. Quando se tratar de um trabalho importante, faça uma pausa, entre o primeiro e o segundo rascunho, de pelo menos uma noite. Volte a ele com um olhar crítico e imparcial.

Ao computador, uma dica que pode e deve ser utilizada é manter os rascunhos em uma pasta criada especificamente para isso. Nomeada, portanto “Rascunho”. Para concluir o trabalho, após todas as correções e eventuais modificações feitas no texto, salvar o mesmo arquivo na pasta adequada. No seu editor procure usar uma fonte legível, se com possível com a seguinte formatação de margens: Margem esquerda: 3 cm (aconselhável).  Margem direita: 2  cm. Margem superior: de 2 cm.  Margem inferior: de 2 cm.

quarta-feira, 7 de agosto de 2013

A teoria dos círculos concêntricos

Em nossas vidas passamos por muitas coisas às vezes sem perceber. Pela falta de tempo ou simplesmente por não atentar à nossa volta. O aprendizado se faz, de qualquer maneira, nas condições de cada ser humano, influenciado pelo ambiente em que vive, pela família, amigos e a sociedade globalizada que hoje existe. Mas alguns acontecimentos ficam, marcam, principalmente quando são incorporados pela nossa mente e passam a nos auxiliar o tempo inteiro, nas mais diversas áreas de atividades. Observe o alvo ao lado e sua parte central!

Estas palavras destinam-se a homenagear uma pessoa digna e um exemplo de vida e, por outro lado, proporcionar aos meus amigos, alunos e professores da CGK-DOJO, pela qual tenho o maior apreço, um conhecimento simples, mas importantíssimo para toda a vida se bem compreendido e seguido à risca.

Vamos a seguir tentar retransmitir a outras pessoas e tentar fazer uma adaptação para o Karatê, estilo Shotokan, uma parte das várias lições recebidas de meu Guru, ex-chefe, amigo e pessoa extraordinária, do Exército Brasileiro, Cel. Mário Ramos Soares. Apenas para dar uma idéia do conceito que temos a respeito dele, meu falecido pai Alberto Ribeiro, após ter conhecido o Cel. Mário e saber por meu intermédio de muitas histórias dignas de registro, de ter tomado conhecimento de muitas ações de cidadania de sua parte, e por seu, caráter, dignidade, sabedoria, justiça e bondade, dizia: “O Coronel Mário é uma espécie em extinção no mundo e no Brasil principalmente”. E eu complementava: “Bastava em cada Estado da Federação ter um Cel. Mário liderando e o País estaria salvo”.

Uma lição de vida a cada dia e um exemplo a ser seguido

Ao final de cada dia de serviço o Cel. Mário me chamava e ministrava, informalmente, uma aula. Qualquer que fosse o assunto eram conhecimentos diversos que ele me transmitia. E cobrava depois, sem brincadeira. E assim eu consegui assimilar muitas coisas boas em sua convivência. E por último tive a honra de substituí-lo, por sua própria indicação, em uma Chefia de grande importância por muitos anos, na Atividade de Inteligência, para o governo federal.

Os Círculos Concêntricos

Mas bem, um dia o Cel. Mário me perguntou se eu conhecia a teoria dos círculos concêntricos e eu lhe respondi que não. Passou então a demonstrar o que segue e que futuramente eu viria a transmitir para muitas pessoas, em particular aquelas mais jovens que necessitam de experiência.

Como funciona a teoria dos Círculos Concêntricos

É bastante simples: partindo-se do princípio da figura ao lado temos a representação, nos diversos círculos, daqueles conhecimentos que uma pessoa deve possuir. Mas não basta ler e achar que já aprendeu... Temos que escrever e registrar no papel todos os passos e depois memorizá-los, tomando exata consciência do que é para ser feito e construindo uma mentalidade positiva em relação ao aprendizado. Procure assimilar os passos seguintes e fazer uma relação de todos os conhecimentos que deseja manter permanentemente em sua mente, de acordo com as necessidades de cada um. Exercite, não deixe de escrever bastante e pensar em suas prioridades. Vamos lá então: 

TEM QUE SABER!

No círculo central, (nº 1) está tudo aquilo que a pessoa TEM QUE SABER!

São as prioridades, de acordo com cada função ou atividade que o indivíduo desenvolve. São as atividades e conhecimentos INDISPENSÁVEIS, sem os quais a pessoa torna-se incompetente para o bom e correto desempenho da função ou da missão.

Tomando-se, por exemplo, o Karatê, quais seriam os conhecimentos ou técnicas que o karateca TEM QUE SABER?

Como resposta simples: um karateca deve conhecer todas as defesas, as posições de base, as principais formas de ataque, como movimentar-se em um combate, como empregar de forma conjunta o corpo, a mente e o espírito no sentido de vencer os obstáculos. O conhecimento e o respeito sobre todas as atitudes no DOJO. Tudo isso o praticante TEM QUE SABER. Isto significa que ele é obrigado a saber e nada justifica que não saiba, principalmente quando se trata de alunos graduados.

A cor de uma faixa, simplesmente, não demonstra o que o praticante verdadeiramente É ou aquilo que SABE. São os seus atos, suas práticas e suas maneiras e seu espírito que denotam e exprimem tais sensações ou impressões. O interesse em aprender está no pequeno CÍRCULO CENTRAL onde está escrito: TEM QUE SABER!  

O CÍRCULO DEVE SABER!

No círculo seguinte (nº 2), os conhecimentos que a pessoa DEVE SABER.  Seriam conhecimentos adicionais, muito importantes, que serviriam de subsídios ou “bagagem” teórica ou prática para a atividade exercida. Também como respostas ilustrativas e didáticas, de minha parte, consideramos que o praticante de karatêDEVE SABER: dados históricos sobre a arte marcial, como a história do karatê (pelo menos sua origem); como e onde o karatê nasceu, no caso do Shotokan, como se procedeu a mudança, feita por quem etc.DEVE SABER também como se comportar como pessoa diante de seus semelhantes e principalmente como se portar no DOJO com seus mestres e colegas;

Ainda constaria do círculo DEVE SABER: conhecer os principais termos (nomenclatura) utilizados nas práticas; DEVE SABER e ter plena consciência da ética e do respeito durante e fora das aulas, de modo particular para com seus professores e com os mais velhos, os quais são certamente uma fonte de experiência para suas vidas.  DEVE SABER que nos treinos e nos combates cada um tem o seu limite; DEVE SABER quais são os equipamentos de segurança e proteção obrigatórios para as práticas; DEVE SABER que a humildade é ponto alto no desenvolvimento do espírito, pois nem mesmo os grandes mestres do Karatê se consideravam os maiorais, pelo contrário, mantiveram sempre a humildade no sentido de que “quanto mais sabiam, mais sabiam que não sabiam nada, em relação ao universo de conhecimentos...” E por aí seguiria a lista, com mais detalhes do que o aprendiz DEVE SABER.

PODE SABER!

Neste círculo (nº 3), PODE SABER, logicamente em se tratando do karatê, estariam conhecimentos acessórios como: noções básicas de anatomia, primeiros socorros, história geral do karatê, sua filosofia etc.

É BOM QUE SAIBA!

E por último, teríamos o círculo É BOM QUE SAIBA (nº 4). Neste se enquadram todos os demais conhecimentos julgados úteis em nossa vida, incluindo conhecimentos gerais, sobre arte, cultura, música, informática, saúde, além de outros voltados exclusivamente para a profissão que cada um exerce ou pretende exercer. O importante neste círculo é que a pessoa sempre busque o maior conhecimento possível sobre tudo aquilo que puder aprender. O nosso cérebro é pouco utilizado e se desenvolve mais na medida em que nós o treinamos, ou seja, quando mais se aprende mais ágil fica.

Com essas palavras fica aqui explicitada a Teoria dos Círculos Concêntricos, esperando que a mesma venha a ser utilizada por aqueles que dela tomarem conhecimento e transmitida a mais pessoas, com o objetivo de compartilhar uma técnica do BEM.

A seca no Ceará e a falta de uma solução definitiva para os problemas decorrentes

É uma situação aflitiva que ocorre periodicamente há dezenas de anos e não se tem uma solução definitiva não para acabar com a irregularidade climática, que é impossível, mas sim para que o sertanejo, as populações interioranas possam conviver com o problema. Atualmente o Nordeste enfrenta uma seca que vem dizimando suas plantações, seu gado e vitimando os agricultores e toda a população.

Em todo o Estado, campanhas distribuem doações de água potável, alimentos e roupas para quem sofre com os efeitos da estiagem. Os números são preocupantes. Das 184 cidades cearenses, 178 estão em situação de emergência em decorrência da seca. Os reservatórios do Ceará estão apenas com 41% da capacidade total.  

As pessoas, os animais e as plantações sofrem por todo o Nordeste. Atingidos novamente por uma seca há dois anos. Há problemas de toda ordem, dentre eles, o principal, o abastecimento d´água. 

Das soluções aplicadas para minorar o problema estão as cisternas, que ajudam o povo a enfrentar a falta de água, com o armazenamento de água das chuvas.

Cisternas de cimento e de polietileno

Um fato estranho e para re refletir foi noticiado pela imprensa nos últimos dias que os governos compraram 49 mil cisternas de polietileno, para distribuição no interior. Nas matérias vídeos foram apresentados onde muitas pessoas mostram que unidades das cisternas de polietileno estavam com problemas em decorrência do calor intenso e exposição ao sol, o que as deformaram. Elas seriam instaladas em 113 municípios do Ceará. Até que me provem o contrário, acho que as cisternas de cimento são mais viáveis, pelos motivos apontados.

O custo dessas cisternas de polietileno é de R$ 5.000 (cinco mil reais). Por outro lado as cisternas construídas de cimento saem por menos da metade do preço, ou sejam por R$ 2.200,00. Não é de se estranhar um gasto maior de 100 por cento na compra de cisternas de polietileno em vez de fazer cisternas de cimento, usando ainda mão-de-obra local? O simples fato de ter o aproveitamento de mão-de-obra do sertanejo e assim lhe proporcionar trabalho e remuneração já justificaria o uso de cisternas de cimento.

Ora, com a construção apenas de cisternas de cimento, o custo seria bem menor e o dinheiro destinado para as obras circularia pelo interior do Estado, além do que mão-de-obra de pedreiros e serventes poderia ser usada, visto que não há empregos suficientes em toda a região interiorana, o que aumenta por sua vez o êxodo rural. Além disso as cisternas de cimento são muito mais resistentes.

Por que então se justificaria o gasto de milhões para a aquisição de cisternas de polietileno? Das duas uma: os envolvidos não foram consultados e as pessoas competentes tecnicamente não foram ouvidas sobre o assunto. Ou então há interesses escusos nas negociações – alguém estaria ganhando para “empurrar” as cisternas de plástico...

O site “Cisternas da Discórdia”, diz que:

As cisternas, feitas de polietileno, foram adquiridas pelo Ministério da Integração Nacional (MIN) como parte da ação do programa Água para Todos para atender as famílias da Região Nordeste. O primeiro lote de 60 mil unidades foi comprado em novembro de 2011 por R$ 210 milhões, através de licitação que teve como única concorrente a empresa mexicana Dalka, que no Brasil tem o nome fantasia de Acqualimp. A licitação foi realizada pela Companhia de Desenvolvimento do Vale do São Francisco (Codevasf), que também coordenou os pregões eletrônicos para contratação das empresas responsáveis em instalar as cisternas em oito estados da região Nordeste e em Minas Gerais. Em Pernambuco, a Engecol, sediada em Petrolina, ganhou a concorrência para instalação de 22.679 cisternas.

Somando os valores da compra da cisterna de polietileno e da instalação, cada unidade custou em média R$ 5.090 para os cofres públicos, quase o dobro do preço das cisternas de placa (alvenaria), até então únicas construídas no País por ONGs que recebem apoio financeiro do Governo Federal. Cerca de 500 mil cisternas de placas, que custam em média R$ 2.500, já foram construídas no Brasil. Alegando que, apesar de mais caras, as cisternas de polietileno são mais duráveis, resistentes e, principalmente, mais rápidas de ser instaladas - tendo em vista a urgência das famílias que enfrentam a seca -, o Ministério da Integração Nacional optou em adotar essa nova tecnologia.

A triste “indústria da seca”

Falou-se muito na indústria da seca. E ela continua, o que constitui como um aproveitamento da triste e lamentável situação do nordestino, vítima de sucessivas secas e com representação política insuficiente para defendê-lo. Ganham os espertalhões ao usarem a seca para vender seus produtos a preços superfaturados e assim aproveitar mais e mais do dinheiro do contribuinte.

Tudo isso seria motivo de uma grande investigação por parte dos órgãos técnicos competentes, os quais deveriam divulgar o porquê da aquisição de cisternas de polietileno para o nordeste. 

segunda-feira, 29 de julho de 2013

O Papa Francisco, humildade, simplicidade, sabedoria e muito carisma. Um ser iluminado!

Sobre a entrevista com o Papa Francisco, concedida para o repórter Gerson Camarotti, levada ao ar pela televisão. 

Fique impressionado com o brilhantismo das respostas e dos comentários feito pelo Papa Francisco, pouco antes de sua despedida do Brasil. Carismático, sensato, inteligente, sereno, humilde, enfim - tudo de bom que um religioso precisa ser. Está sendo um exemplo muito grande para a religião católica e todos nós.

A esse respeito gostaria de destacar que, além disso, tudo que o Papa Francisco demonstrou durante toda sua entrevista, foi ainda humilde ao não responder sobre as manifestações dos jovens brasileiros, por desconhecer seu conteúdo e o assunto, propriamente. Mais uma vez foi SÁBIO e não opinou enfaticamente sobre um assunto que desconhecia. Falou, sim, de forma genérica, de todos os jovens. Muito sensato e muito inteligente. Demonstrou que conhece também Lógica e domina bem todos os estágios da mente humana, como poucas pessoas o fazem.

Eu, simplesmente vou orar por ele todos os dias de agora em diante, como ele pediu. Embora afastado da religião católica por motivos de atrasos da própria Igreja em relação à sociedade de hoje (coisa que o Papa diz que vão estudar muitas mudanças!). Parabéns Papa Francisco! Aprendi muito com sua visita. O melhor religioso que eu já conheci em minha vida! 

Um Papa realmente MUITO LEGAL! O melhor que conheci até hoje. Já entrou para a história. E deverá promover muitas mudanças no mundo e nos corações das pessoas. Eu também fiquei emocionado várias vezes com esse santo padre. Tornei-me fá dele, na boa mesmo! E vou procurar aprender o que for possível da sabedoria que nos transmitiu e ainda vai transmitir.

Um exemplo de bondade do Papa Francisco, do qual me tornei fá incondicional

Soube que o Papa Francisco ao sair pela manhã no Vaticano deparou-se com um guarda da equipe de segurança da Santa Sé. O soldado se encontrava estático e em posição de vigília. O Papa Francisco chegou-se a ele e perguntou há quanto tempo estava daquela forma (em pé). Ao que respondeu o soldado que “era sua missão e tinha que cumpri-la conforme as determinações” etc. etc. Continuou o Papa indagando quanto tempo ele estava em pé. Ao saber que tinha ficado a noite inteira, em pé e sob um frio intenso, saiu e voltou pouco depois com uma cadeira para o soldado e o mandou sentar. Quando o segurança disse que não poderia, ele, calmamente, disse que ele era o Papa e como tal determinava o que sua segurança deveria fazer. Depois disso o Papa ainda trouxe uma bandeja com café, leite e mais alguns lanches e colocou para que o soldado se servisse.

Um exemplo de vida que também me transformou

Sobre esse belíssimo exemplo humano gostaria de registrar que o Coronel do Exército Mário Ramos Soares, que foi meu Chefe durante determinado período (pessoa responsável pelo meu avanço na área de Inteligência), fazia coisas semelhantes com seus subordinados, muitas vezes. Dava exemplos de vida. Era simples, justo e leal.

No serviço em uma das oportunidades chegou de súbito, à noite, para fazer refeição no quartel que comandava. Foi levado de imediato para o restaurante dos oficiais, quando relutou e disse: “eu quero fazer a refeição com os soldados!”

Desse modo, quando provou o “rancho” como dizem os militares, achou a comida imprestável para seus homens. Imediatamente mandou jogar tudo fora e determinou que os cozinheiros preparassem uma nova refeição digna de um soldado, de um ser humano... E assim foi feito.

Outra vez socorreu um desconhecido que estava caído na sarjeta. Levou o cara para um hospital, às suas custas, e foi preciso que esse homem fosse operado de um ferimento em sua perna proporcionado assistência até que se recuperasse totalmente. Durante o período de internação o Cel. Mário e sua esposa levavam lanches, frutas para que o homem logo melhorasse. Depois de uns dois meses a pessoa se recuperou e voltou ao mundo. Não se sabe o destino que tomou. Mas ele, o Cel. Mário Ramos, cumpriu a sua missão com muita propriedade e ainda por cima me deixou um belo exemplo, tanto que após uns 30 anos ainda lembro o fato e repasso a todos que conheço. O meu pai, Alberto Ribeiro, após te conhecido o Cel. Mário por algum tempo, dizia que ele “era uma espécie em extinção no mundo”. E eu digo que se no Brasil encontrássemos um Cel. Mário Ramos em cada Estado da Federação o país estaria salvo! O Coronel Mário nos deixou fisicamente com 98 anos, perfeitamente lúcido, mas sempre ficará em minha memória. 

terça-feira, 23 de julho de 2013

Pontos de vista e julgamentos imprecisos, um perigo que podemos evitar!

Resolvi falar de um assunto que pode até gerar muitas controvérsias, mas é muito importante em nossas vidas. Trata-se de quem fala, comenta, escreve ou assevera alguma coisa sobre um determinado assunto, pessoa ou qualquer coisa, sem ter certeza do que diz. E esses fatos acabam por serem levados ao conhecimento público, com seus efeitos muitas vezes devastadores ou no mínimo prejudiciais. É muito comum hoje em dia as pessoas afirmarem ou atribuírem fatos a autoridades, governantes, sem ter a certeza do que falam ou escrevem. Nas redes sociais a situação se complica porque há aqueles que usam de pseudônimos, apelidos, para não de identificar corretamente. E pelo bem que isso pode proporcionar em favor de sua segurança usam essas características para “se esconder”, se abrigar, e assim poder falar o que querem sobre qualquer assunto, muitas vezes de forma irresponsável.     

O meu pai dizia, quando ouvia duas pessoas discutirem sobre a veracidade ou não de alguma coisa, ambas se dizendo com a “razão” e com “certeza”, que: “quando duas pessoas afirmam que têm “certeza” sobre um assunto e suas ideias são distintas, uma delas está errada, logicamente. Não é mesmo? Um pensamento conhecido é aquele que diz “Abra sua mente antes da boca”, muito inteligente, por sinal. Significa que devemos pensar mais antes de emitir conceitos que poderão estar completamente equivocados. 

Ouve-se no dia-a-dia, comentários às vezes maliciosos ou mesmo aqueles que sem más intenções podem ser tendenciosos e não obedecem aos princípios básicos de sabedoria por parte de quem os produziu. Desse modo quase sempre são prejudiciais a alguém, a uma empresa ou a uma causa.

Quem nunca ouviu, por exemplo, uma pessoa chegar e dizer: “olha, disseram que você fez isso ou aquilo...”, “comentaram que alguém disse ou comentou sobre...”, “estão dizendo por aí que foi fulano ou sicrano que fez tal coisa...”. Ora, uma providência acertada, antes de transmitir ou aprofundar o boato seria perguntar para quem lhe fala: Quem disse? Você mesmo ouviu isso? Como as respostas quase sempre são evasivas e quem transmite um boato ou uma notícia da qual não tem certeza, não quer se comprometer. Regra geral que deveria ser empregada é a de que não se deve retransmitir uma notícia sem fundamentação, nunca escrever o que não pode assinar embaixo, ou levar adiante acusações ou pré-julgamentos sem provas.

A própria Justiça pode cometer erros, os quais muitas vezes são descobertos anos depois de alguém ter sido condenado injustamente. Os erros nestes casos quase sempre são irreparáveis.  

Os pontos de vista (os seus ou os meus)?

Cumpre aqui comentar a temática dos pontos de vista. Vamos supor que duas pessoas estejam no sopé de uma montanha, sendo que de lado opostos. E observam uma fumaça negra após uma explosão imediatamente que um avião passou por cima daquela montanha, saindo de um ponto que nenhuma delas pode observar com precisão.

Pois bem, nesse caso uma poderia pensar: “O avião caiu do outro lado e explodiu”. A outra poderia chegar à mesma conclusão. E ambas estariam erradas! Um terceiro ponto de vista foi omitido propositadamente no exemplo. Uma terceira pessoa poderia estar no topo da montanha e ter observado que o avião a sobrevoou normalmente e pouco depois se ouviu uma explosão seguida de muita fumaça, mas partindo de uma mineração ali existente, explosivos em uma pedreira, que seja... Não ouve má intenção em “achar” que o avião poderia ter caído, mas simplesmente ambos acreditaram em formulações mentais baseadas em dados não concretos! Ninguém viu o avião cair, mas sim, “presumiram” que o avião poderia ter caído.

Os quatro estágios que a mente pode atuar

No estudo da Lógica existe uma parte que aborda os quatro estágios em que a mente humana pode agir. São eles:

1º IGNORÂNCIA
2º OPINIÃO
3º DÚVIDA
4º CERTEZA

No primeiro estágio, o da IGNORÂNCIA, a mente não sabe, não conhece nada do objeto e assim não tem como formular uma ideia. O próprio nome diz: Ignora o objeto.

Por sua vez no estágio da OPINIÃO a mente tem alguns dados para se basear, mas que não são suficientes para uma verdade. Então é o que se chama de “dar um palpite” sobre determinado assunto. A pessoa às vezes ouve uma coisa, entende outra e repassa mais outra, diferente das duas anteriores. Uma opinião pode estar CERTA, vamos admitir. Mas esta certeza veio sem base alguma de conhecimentos sólidos e verdadeiros.

No terceiro estágio, o da DÚVIDA, a mente humana se encontra em uma situação diferente: exposta a determinado assunto ou objeto sua mente possui conhecimentos que a levam a pensar em duas posições. Como exemplo, após ouvir várias testemunhas em um tribunal, os jurados por vezes tem motivos (indícios, provas, fatos) que podem o levar para uma absolvição ou para uma condenação do réu. Eles podem ficar em DÚVIDA e terão de decidir por seus próprios julgamentos e aferição das verdades apresentadas com o que sua mente realmente considerou. Quem está no estágio da DÚVIDA pode errar ou acertar, mas o fez baseado em dados que recebeu e que lhe proporcionou um estado de avaliação ou julgamento.

E o último estágio é o da CERTEZA. Ocorre quando a pessoa está diante de uma situação, fato ou estória e possui elementos suficientes (provas, evidências) para afirmar de maneira correta. Assim há uma plena convicção de que o objeto é coerente com todos os fatos, o que leva a mente a identificar claramente uma situação.

Ainda assim, no estágio da Certeza, a mente humana pode errar e nos trair, por nossa própria qualidade de seres falhos.

Assim concluímos que devemos ter muito critério ao externarmos nossos pensamentos sobre pessoas ou fatos dos quais não possuímos dados suficientes para aferir ou verificar sua veracidade.

Uma boa regra de conduta seria a de nos indagar, antes de emitir um conceito: “posso assinar embaixo do que escrevi?” 

quinta-feira, 18 de julho de 2013

A independência dos Poderes da República favorece a desigualdade social

Sempre pensei algumas vezes sobre o significado do tema independência dos poderes da República. Acho que tem alguma coisa que não está bem explicada, caracterizada, ou que pelo menos não funciona direito, em detrimento de alguns poderes, particularmente do Executivo. Diz a Constituição Federal que “São Poderes da União, independentes e harmônicos entre si, o Legislativo, o Executivo e o Judiciário”. (Título I, Dos Princípios Fundamentais, Art.2º). Com o meu simples entendimento da matéria e dentro de minhas limitações, resolvi expor aqui o que penso e colocar algumas dúvidas com o objetivo de que pessoas com maior capacidade jurídica possam também se expressar livremente sobre o assunto e outras, que nem tenha idéia sobre isso, comecem a pensar no assunto. Como analista que sou tenho vários questionamentos sobre variados temas. E procuro, na medida do possível, aprender mais. Neste sentido exponho meu pensamento e minhas dúvidas sobre esta relevante questão.

Meu objetivo apenas é o de tentar informar (ou pelo menos tornar conhecido o tema) para a grande maioria dos brasileiros, o que significa a interdependência dos poderes da República, a qual, salvo melhor juízo, é prejudicial para a Nação algumas vezes, senão vejamos.

Quantas pessoas que você conhece sabem quanto são os poderes da República, quais suas atribuições e suas finalidades? Acredito que poucas. Tente isso com seus colegas, auxiliares etc. para ver o que acontece. O despreparo e desconhecimento do assunto são muito grandes. E isso contribui negativamente para a melhora do país.

Quais são os Poderes da República?

A primeira pergunta que gostaria de comentar e elucidar para aqueles mais leigos no assunto:

Os poderes são três: o Poder Executivo, o Poder Legislativo e o Poder Judiciário. Cada um com suas atribuições específicas. Tudo certinho até um ponto, que será ressaltado durante este texto, conforme a seguir. Assim, basicamente são estes Poderes, com suas atribuições, em uma forma bastante simplificada, para melhor entendimento:  
O Poder Executivo é chefiado pelo Presidente da República e tem várias incumbências, dentre elas a de ser responsável pela arrecadação de impostos, custear as despesas do governo e devolver o restante para a população em forma de serviços, assistência e benefícios. Desta forma ele arrecada dinheiro dos contribuintes através dos diversos impostos, sendo o Brasil o que possui uma das mais altas taxas de tributação, ou seja, o que recebe mais dinheiro do povo. Em São Paulo fizeram até um “impostômetro”, que mede a quantidade de impostos paga no país minuto a minuto.

Por sua vez o Poder Legislativo é responsável por elaborar as leis do país, de acordo com as necessidades da sociedade. E também tem o dever de acompanhar as ações do Executivo. Ou seja, os nossos representantes, políticos de diversos partidos, fazem as leis, modificam o que acham necessário e aprovam ou não propostas ou projetos de lei enviados pelo governo.

E o Poder Judiciário, tem a atribuição de julgar, de acordo com a legislação existente, todas as questões de Direito.

Mas e daí? O que tem a ver esse texto? Você pode perguntar... E eu coloco minhas dúvidas sobre o seguinte:

Como podem os três poderes serem independentes entre si, se um depende do outro, por exemplo, para fazer o pagamento de salários de seu funcionalismo? 

Se o Executivo tem um orçamento ele pode controlá-lo da forma conveniente. Mas e se o Legislativo, por outro lado, votar aumentos em escalas superiores à capacidade do que arrecada a União, o governo? Aí é que a coisa pega. É exatamente o que acontece. O Legislativo vota muitas vezes projetos de aumento de salário em benefício próprio e o Executivo se vê “obrigado” a aprová-los por que necessita de apoio dos parlamentares para aprovação de suas medidas administrativas, colocando-as na forma da lei ou as regulamentando. A imprensa menciona os fatos muitas vezes como “troca de favores” entre o Executivo e o Legislativo.  

A equidade (igualdade) de pagamento para funções assemelhadas

Em minha modesta opinião, o pagamento do funcionalismo INTEIRO, dos três poderes, deveria ser igual. As carreiras, cargos, funções etc. deveriam ser definidas ou equiparadas, nos três poderes e daí para frente os aumentos seriam mais coerentes.

Como isso não ocorre a disparidade é gritante. Não se justifica ascensoristas, servidores da Câmara dos Deputados, em Brasília, receberem salários muito maiores do que profissionais mais qualificados, por exemplo, pilotos de aviões caças, da Força Aérea. 

Mas infelizmente é o quadro existente. Em razão da necessidade de o Executivo precisar do Legislativo para votar a favor das matérias de seu interesse há uma troca de favores extremamente prejudicial ao país e, por conseqüência direta, ao povo brasileiro.

E para fortalecer minhas idéias a indagação: por que o Legislativo vota por aumentos de 6% por cento para o salário mínimo e para ele próprio (parlamentares) vota reajustes de 60% (sessenta por cento) – ou seja, dez vezes mais?

Segundo a Constituição Brasileira todos somos iguais perante a Lei. Mas é lamentável que essa igualdade no Brasil seja limitada muitas vezes às obrigações de votar, de recolher impostos e não na hora de receber salários justos, benefícios iguais, tratamento igual. O pobre no Brasil, quando se aposenta, após viver miseravelmente quase toda a existência, recebe ínfimos salários como benefícios da seguridade social, enquanto servidores do Legislativo e do Judiciário são aposentados com quantias significativas. E no caso dos parlamentares, com pouquíssimo tempo de serviço.

Acreditamos ter lançado uma idéia para reflexão dos brasileiros e principalmente da classe política. Essa cada vez mais desmoralizada pela falta de ação e de ética em muitos setores que atingem direta ou indiretamente a vida nacional. Estamos dominados ou ainda nos resta alguma esperança?