terça-feira, 26 de novembro de 2013

Qualidade Total, aprenda em poucas linhas!

Sabe o que é Qualidade Total? Para que serve? E o benefício de seu emprego?

É uma maneira fácil para realizarmos nossas tarefas de modo a facilitar as atividades de um conjunto de pessoas, de uma casa, de uma empresa, de um time de futebol, enfim, de qualquer atividade que você pense! Eis um modo simplificado e eficaz que aprendi durante minha vida e que gostaria de compartilhar com vocês!
 
Existem muitos cursos, estágios e treinamentos voltados para a Qualidade Total. São todos longos, pagos e caros, na maioria das vezes. Umas pessoas dizem que a Qualidade Total foi “inventada” por americanos, mas somente os japoneses a usam efetivamente.

Deixando de lado a brincadeira, vamos ver em rápidas palavras como você vai assimilar este conceito que mudará sua vida, de sua empresa ou de qualquer área que você atue.

Um dos conceitos originais de Qualidade Total

A gestão da qualidade total (em língua inglesa "Total Quality Management" ou simplesmente "TQM") consiste numa estratégia de administração orientada a criar consciência da qualidade em todos os processos organizacionais. É referida como "total", uma vez que o seu objetivo é a implicação não apenas de todos os escalões de uma organização, mas também da organização estendida, ou seja, seus fornecedores, distribuidores e demais parceiros de negócios. Compõe-se de diversos estágios, como por exemplo, o planejamento, a organização, o controle e a liderança.

O Conceito acima é abrangente e complicado demais para meu gosto. Também achou complicado? Então vou definir o conceito de Qualidade Total em apenas uma frase. É impossível? Não! Leia abaixo:

A minha definição: “Qualidade Total é fazer certo da primeira vez”

O que significa isso? Vou explicar utilizando um exemplo banal, mas que pode ser transferido para todas as atividades que você quiser!

Imaginemos que uma pessoa está digitando um documento para sua empresa e na pressa de logo entregar para seu chefe imprime tudo rapidamente e logo apresenta seu trabalho. O chefe, ao ler o documento, encontra um ou mais erros de digitação ou outros erros e devolve o documento para ser refeito, com as devidas correções.

Muito bem. O que houve neste caso? E eu respondo: falta do emprego da Qualidade Total! O servidor que agiu deste modo teria que retornar a seu computador e refazer todo o trabalho. Gastou tempo, papel, tinta e ainda não conseguiu o seu o objetivo! E na melhor das hipóteses ele teria um computador só para ele... Em algumas empresas o micro poderia estar sendo usado por outra pessoa... E das duas, uma: o cara espera o outro terminar o serviço ou o interrompe dizendo que seu trabalho tem prioridade para a chefia...

Imagine esta situação sendo repetida inúmeras vezes! O servidor ficará certamente desacreditado por seu chefe, que pensará: “... puxa, todas as vezes que eu peço um serviço para fulano ele me entrega errado... Nunca acerta...” Qualquer hora ele chamará outro, dará preferência ou fará um teste com outra pessoa, para que seus resultados sejam alcançados sem erros e mais rapidamente. E você “dançou”, como diz a gíria. 

Então, ao executar qualquer tipo de atividade, procure “fazer certo da primeira vez”. E assim terá aprendido esta lição, se promovendo como profissional e valorizando a sua eficiência, para si próprio e para as outras pessoas.

Execute suas tarefas de forma a não ter que repeti-la por motivos de erros banais. Uma letra faltando, um espaço a mais ou a menos, um erro de acentuação... Ao “terminar” o seu trabalho releia tudo e confira detalhadamente. Na realidade você só terminará a tarefa quando o texto solicitado para digitar for lido pelo seu chefe e aprovado! Aí sim, aquela tarefa acabou. Enfim, procure o aprimoramento em tudo o que faz!

Imagine o exemplo acima com qualquer outra tarefa: limpeza de uma casa, conserto de um carro, organização de seus pertences, documentação etc. Até para escovar os dentes é preciso usar o conceito de qualidade total. Pense em outros casos que a frase dará certo.

Se você gostou do tema divulgue este texto para seus amigos ou colegas de empresa.

Procure sempre “fazer certo da primeira vez”!  

Planejamento, sempre!

Você quer ser bem sucedido na vida, se dar bem em suas atividades? Ou não? Se não estiver com esta pretensão pare por aqui e não continue a ler este texto, que contém algumas dicas importantes sobre Planejamento. Caso queira melhorar em todos os aspectos siga adiante e aproveite!  

O que é um Planejamento?
 
Pergunta que pode ser simples para algumas pessoas e um pouco mais complexa ou mesma sem resposta para muitas. E eu respondo: um planejamento consiste em técnicas mentais, às vezes intuitivas, mas na maioria dos casos elaboradas com o objetivo de proporcionar a execução de alguma tarefa, estudo trabalho, diversão, enfim, qualquer atividade em sua vida.

Tudo aquilo que você faz ou pensa fazer, se tiver um planejamento, mesmo que simples, mental, terá infinitamente maiores possibilidades de sucesso! Não pense que isso é lero-lero! A prática e o aprendizado dessas técnicas de planejamento farão que você não precise muitas vezes de anotar nada, porque seu cérebro já estará habituado a funcionar bem e racionar de maneira correta para cada caso. Um Planejamento dever ser sempre dinâmivo, por sua natureza. A figura ao lado mostra os itens Planejar, Preparar, Acompanhar e Revisar. E demonstra o fluxograma de um planejamento bem simples!  

Então vamos lá. Vou listar a seguir alguns parâmetros que devem ser tomados para que se faça um planejamento.

Como se deve fazer um planejamento?

Para iniciar pense naquilo que tem em mente fazer: uma viagem de férias, um trabalho, uma consulta ao médico etc. Defina para efeitos de exercício um destes itens e anote claramente em um papel ou no computador o seguinte: O que, Quando e Onde.

O quê terá por resposta o seu objetivo. Por exemplo, uma visita ao médico. Quando, responderá a data prevista para a consulta e Onde, o local do consultório. Procure deixar bem claras as respostas para estas três perguntas. Se possível complemente com as perguntas Como ePor quê?

Primeiramente vamos procurar detalhar as respostas, que servirão de bases para seu Planejamento:

O que?
Resposta: visita ao médico... Mas qual médico, ele aceita seu convênio ou poderá ser consulta particular? O médico foi indicado por alguém que você já conhece ou você possui boas informações? Veja que alguns detalhes irão aparecendo ao longo de seu planejamento, que será bastante dinâmico, conforme disse anteriormente.

Quando?
Resposta: qual a data em que seria realizada a consulta. Vai depender então de outros detalhes: desde que já temos escolhido o médico, falta ainda marcar a consulta, o horário, saber se o atendimento é por ordem de chegada... 

Onde?
Definirá o local de sua consulta. Você poderá dizer que isto é óbvio. Mas saber onde fica o consultório ou clínica poderá lhe adiantar se você irá de carro ou não, como estará o trânsito na hora marcada, a distância que fica de sua casa e outros...

Por quê?
Sua consulta pode ser rotineira, se estiver fazendo um “check-up” apenas. Mas nem por isso deixe de anotar alguns dados específicos sobre você para informações mais precisas ao médico. Se por outro lado você já identificou um problema é bom que leve todas as informações sobre o que você sente para que o médico possa fazer uma melhor avaliação. E evitará que você esqueça detalhes importantes. É isso, basicamente.

Ao terminar de fazer um Planejamento você terá anotado todos os aspectos essenciais sobre o tema. Vários outros questionamentos podem surgir e deverão ser acrescentados ao exemplo acima. Como exemplo, apenas como efeito de raciocínio, mais algumas indagações que precisarão ser respondidas para que seu planejamento esteja completo: você irá sozinho ou acompanhado? Com que roupa irá? Se as condições da clínica não forem favoráveis que providência você poderá adotar? E se o médico atrasar, o que fará? E assim por diante.

Ao final de seu planejamento tudo estará previsto e você terá maiores possibilidades de sucesso. Tente empregar este método em várias situações, como fazer um planejamento de uma viagem de férias! Tudo anotado, com todos os detalhes...

Com esta prática poderá constatar facilmente que ao longo do tempo as coisas simples serão planejadas automaticamente por você. Ou seja, sua mente já estará habituada a fazer o planejamento!

segunda-feira, 25 de novembro de 2013

A seca que atinge o Ceará completa dois anos e atinge quase todo o estado

O assunto é preocupante e deveria estar nas prioridades de todos os gestores e políticos em geral. Mas com a proximidade da Copa do Mundo parece que a situação aflitiva que se encontram milhares de famílias cearenses, com dificuldades pela falta d’água e problemas de toda ordem, vai ficar fora das prioridades. É assim há décadas.
 
A indústria da seca persiste no Ceará e estados nordestinos, infelizmente. Não há ações definitivas que possibilitem aos nordestinos o convívio com a irregularidade climática que aflige a região. Há sempre as soluções paliativas, que não resolvem o problema. Até quando ninguém sabe, lamentavelmente. As medidas paliativas adotadas para ajudar as populações não são suficientes. E soluções inovadoras propostas há dezenas de anos por técnicos que estudam o assunto com profundidade não são empregadas.

Assim passam os anos e as esperanças dos nordestinos, em particular dos cearenses, se renovam e se destroem novamente, com a ocorrência dos períodos de seca. A palavra PRIORIDADE e as ações dela decorrentes resultam nas chaves para resolver a situação, mas parece que não é entendida... Sim, existem outros problemas no país, não resta dúvida. Mas esta situação está próxima dos cearenses e nordestinos! E não se vê medidas efetivas para sua solução.

A indústria da seca

Há inúmeros casos comprovados de irregularidades diversas, ao longo dos anos, com a chamada “indústria da seca”. Pessoas que se aproveitam para obter lucros indevidos, superfaturar produtos (cisternas, dentre outros), fraudar a distribuição de água pelos carros-pipa... Em nível nacional surgem dia a dia escândalos de crimes praticados contra o erário público todos os dias. E a mídia os aproveita bem para aumentar sua audiência.

Quem nasceu há pouco tempo não lembra, por exemplo, dos anos 1978-1983, quando houve cinco anos de seca intensa que geraram uma geração chamada de “nanica”. O assunto foi tratado pela mídia exaustivamente. Naquela época, tal qual ocorre hoje em dia, vieram políticos de toda a parte para “verificar” a situação e tomar medidas para amenizar o problema. E assim, mais uma vez foram gastas quantias enormes de dinheiro público para algumas ações que se mostraram infrutíferas. E eles (gestores, políticos) não aprenderam nada com as sucessivas lições. Lamentavelmente.

A situação se repete

Estamos em 2013 e o Ceará completa dois anos de seca. Vinte municípios são abastecidos com carros-pipa para evitar colapso. Açudes do estado registram menor índice de reserva de água... Assim a seca que atinge o interior do Ceará faz com que os açudes fiquem com a capacidade quase esgotada, armazenam menos de 40% do total. Em muitas cidades, o chamado carro-pipa é solução para evitar o colapso. Mais de 20 municípios correm o risco de fechar o ano sem nenhuma fonte de água para beber. O abastecimento de emergência vem em caminhões-pipa que chegam de outros estados. Na última reserva d’água de Parambu, sertão dos Inhamuns, no Ceará, a seca prolongada deixou o açude com apenas 2% da capacidade.

Segundo a Secretaria do Desenvolvimento Agrário, mais de 100 mil cabeças de gado morreram em todo o estado em decorrência da estiagem nos últimos 12 meses. “Os pastos não tem, é só mato seco, dessa forma aí que vocês estão vendo, mas é ter fé em Deus e vê se daqui para dezembro melhora, tem uma chuva; se não for, misericórdia”, lamenta um agricultor. A pouca reserva de água é de baixa qualidade, não recomendada para o consumo.

Desta forma o quadro é, seguramente, desesperador, na verdade. Mas fazer o quê diante da máquina que deseja tão somente promover a Copa do Mundo? A violência no país inteiro, a falta de segurança, as necessidades dos setores de saúde, as deficiências das escolas e outros problemas também entram no rol do “empurra com a barriga”. Infelizmente.

Este não é o Brasil que eu gostaria de ver.

domingo, 24 de novembro de 2013

Uma volta pelo além ou simplesmente um sonho?

Hoje é dia 24 de novembro de 2013. Acordei faz poucos instantes e fiz o seguinte relato de um sonho que tive para minha mulher, logo após despertar, por temer que a memória se esvaísse como ocorre muitas vezes nestes casos e que minutos após não lembraria mais de nada ou apenas de pouquíssimos fragmentos.

Não costumo sonhar com frequência, mas sempre que o faço é com muitos detalhes, coerentes ou não. Assim acontece comigo. De ontem para hoje sonhei que tinha chegado a um local totalmente desconhecido para mim. O ambiente era parcialmente escuro, na maioria das vezes. Estava acompanhado por um amigo que eu identifiquei como um amigo de academia, que comigo praticava Karatê. Mas também poderia ser uma pessoa – quem sabe um espírito guia, apenas utilizando o nome desse amigo para me situar naquela situação, pois nenhum detalhe me levou propriamente a identificá-lo a não ser pelo nome. Sabia que era ele, mas não via o seu rosto.  

No local onde estava fiz alguns circuitos, sempre andando a pé. Se é que posso tentar descrever esse lugar, parecia com uma grande arena romana, com a parte central que eu conseguia vislumbrar e nem sei dizer o que ela tinha no centro, nem como detalhes de como era e as partes circulares em volta, como em um grande estádio. E nós percorríamos esse local andando através de túneis e galerias. 

Pois bem, nos corredores que andávamos por lá havia uns elevadores, que serviam de passagens de umas salas para outras. Por exemplo, em um dos locais estava uma espécie de palco, palavra que identifiquei melhor para descrever o que via. Nesse lugar estava sendo preparada alguma coisa (uma apresentação, discurso, sabe lá o que). E passava por ele através de algumas plataformas. Continuando a “visita” seguia pelos corredores, sem parar.

Lembro que havia uma sala que passamos (duas vezes, porque a visita se dava em circuitos, conforme relatei no início). Essa sala parecia aquelas onde se fazem exames como tomografias e exames similares. Mas com bastante espaço, como uma sala daquelas que pacientes fazem hemodiálise... Não conseguia identificar as pessoas que ali estavam em tratamento. O ambiente era escurecido. Mas ao entrar lembro que a “atendente”, em pé ao lado da passagem, me fornecia uma cobertura plástica para a cabeça (um gorro do tipo que são usados nos hospitais em salas de cirurgia). Naquele local uma pessoa conhecida nossa (não consigo identificar quem) estava se tratando de uma moléstia que não consegui saber de que se tratava. Por isso mesmo ao entrar tinha que passar por uma desinfecção. Logo depois nós voltávamos a percorrer o tal circuito de salas, com subidas e descidas por uns elevadores e passagens que não estou acostumado a ver por aqui na terra.

E meu amigo (agora me parece mais claro na mente que se tratava de um guia) me mostrava o local do restaurante e ia me explicando tudo, eu sei. Vou escrever apenas o que consegui reter até o momento, pois acordei faz meia hora.

Um passeio fora da estrutura mencionada e um vôo inesquecível

Na sequencia fomos a um passeio, onde nós víamos um rio, com uma queda d’água que achei até fraca. O cenário anterior à chegada nesta água era bonito, mas para quem se encontrava na parte mais superior...

Como gosto muito de fotografia e de imagens eu dizia para ele que se tivéssemos fotografado ou pudéssemos apreciar o local de longe a beleza seria um pouco maior, pois havia acima dessa queda d’água uma pequena área verde, umas pedras bonitas etc. Ele dizia que aquilo era um “balneário”... Entramos na água e por instantes eu repeti meu comentário para ele, dizendo que não era tão bonito assim visto de onde estávamos... E de repente, sem que houvesse nenhuma explicação lógica, eu me via, ao lado dele, bem acima de todos os montes, montanhas e tudo que havia na região. Parados no alto, como se estivéssemos em um parapente (mas sem nada, apenas flutuando no ar, bem alto). Muito rapidamente observei o céu, a curvatura da terra, as imagens semelhantes àquelas que vemos quando estamos em uma altura considerável, como em viagens de avião. Via a terra toda, o panorama inteiro, bem de longe e sempre parado, flutuando no ar. E era muito lindo.

Mais de repente, sem aviso de ninguém, começamos a descer rápida e vertiginosamente (voando). No momento eu pensava: será que meu coração vai resistir a essa velocidade?... E continuava a descer com uma velocidade espantosa. E tudo se aproximava rapidamente como um “zoom”. Estávamos fazendo um vôo rasante pelo local. Os detalhes iam aparecendo, as construções... A velocidade com que passávamos de tudo era muito grande, mas dava para perceber (e meu amigo comentava também) que estava em uma época gelada por lá. Muito gelo cobria as superfícies. As fachadas das construções não eram como as casas e edifícios convencionais que vemos nas cidades. Tinha formatos variados (losangos, na maioria) e possuíam cores diferentes. Lembro bem de umas de cor alaranjada, que se destacavam bem mais pela própria tonalidade... E isso tudo transcorria em fração de segundos porque, sem parar, o nosso vôo continuava e subia de novo.   

E eu admirava muito aquela beleza. Tudo isso após eu ter “criticado” a visão do balneário anteriormente me apresentado. Era como se fosse uma resposta dizendo que naquele local tinha mais coisas – e bem mais bonitas.

Depois o círculo se repetia. As mesmas passagens pelos tablados, palcos ou estruturas lado a lado, com separação entre ambientes através de corredores (observei mais uma vez que não se via indicação nenhuma, do tipo “SAÍDA”, “ENTRADA”, “SALA tal”... Pensando nisso agora conclui que nos nossos sonhos não conseguimos visualizar PLACAS ou LETREIROS! E mesmo quando nós “reconhecemos” alguém, não conseguimos identificar o seu rosto... Olhamos, sabemos que é tal pessoa, mas não vemos os rostos... Meus sonhos até então eram em preto e branco. Neste último consegui identificar cores alaranjadas, nas fachadas a que me referi acima... Mas somente nesta parte, que foi como uma visita a um local que não teríamos acesso ainda.

Deixo claro que estou escrevendo sem parar pela preocupação de esquecer detalhes que podem ser importantes.

Continuando o tal circuito, porque a gente não parava... Sei que ele (meu amigo-guia) iria documentar um evento, não lembro bem do que se tratava. Um casamento, reunião não lembro bem o que era e ele estava fazendo “fotografias” (só que eu não via isso) de todos os momentos de nosso passeio. Uma hora ele olhou para mim e disse: você não apareceu na “abertura” com roupa tal... E continuava dizendo, mas vai com essa mesmo (roupa) que não tem problema.  

Nas passagens uma sala era destinada aos nossos banhos (nada convencional como nos banheiros de nossas casas). No local que a água iria cair tinha um aparelho (desligado) que eu interpretava como um televisor. E dizia para ele: rapaz, isso aqui pode queimar porque está muito perto da água! Mas nada acontecia. Um detalhe. Antes desses banhos nós passávamos por um local de entrada (como se fosse um vestiário) para receber ou pegar em uma cesta os “sabonetes”, que eram como esses saquinhos de maionese, mostarda ou sal oferecidos nos restaurantes. E eu pegava uns cinco, achando que talvez não fossem suficientes pelo pequeno tamanho deles. No último banho do segundo circuito sei que lavei até as próprias roupas, ou seja, sentava no chão e lavava as roupas que logo estariam secas para vestir de novo! Praticidade total!

Ao atravessar uma das passarelas do local (passagens) pisei em um tablado e ele caiu totalmente. Acho que uns quatro metros do chão. Mas não senti nada, fiquei em pé e falei com alguém (só sabia que essa “pessoa” estava encarregada daquela parte ali). Ele me explicou que tinha cedido. E eu, curioso, olhava para o que tinham feito e logo sugeri que a sustentação da base tinha que ser maior e melhor afixada para evitar que caísse de novo... E continuava...

Quando acordei, de forma rápida, me senti bastante aliviado do dia anterior, dos estresses, enfim, completamente renovado... Não sei o que realmente se passou, mas resolvi ligar o computador (hoje é domingo!) e logo registrar toda essa história. E no intuito também de que alguma pessoa possa evidenciar algo através dos fatos narrados. Os mais entendidos talvez possam ter explicações.

Teria meu espírito se desprendido do corpo? Teria viajado por outro mundo, outras moradas, e eu tenha tido este privilégio de antever um eventual futuro? Não sei. Sei apenas que estou plenamente sadio e muito lúcido (muitos podem pensar após a leitura deste texto que estou pirando, mas estarão profundamente errados).

Assim eu tive esta experiência inédita em sonhos por locais desconhecidos. 

terça-feira, 5 de novembro de 2013

O ato de espionar é uma coisa e praticar uma ação de contra-inteligência é outra!

Sem procuração para defender este ou aquele órgão de inteligência assisti muitas matérias na televisão e li vários textos nestas últimas semanas com relação à espionagem. Por exemplo, a dos que os Estados Unidos da America praticam contra os outros países, inclusive países “amigos”, como Brasil, França e Alemanha...

Não há surpresas, neste campo de atividade, pois muito embora todo mundo negue, os governos neguem que praticam espionagem, alguns a empregam costumeiramente. E assim é desde os primórdios do mundo. A regra que deve ser emprega é esta: cada um que procure proteger o seu conhecimento, de maneira a impedir ou a dificultar a busca de dados pelo “inimigo”, ou seja, para que a espionagem dos outros não se concretize.

A Contra-Inteligência

Falando de maneira bem simples, para que haja um perfeito entendimento de todos, assim são criados mecanismos de proteção, para isto também existe a Criptografia, que é uma arte de codificar mensagens (hoje em dia e-mails, telefones e todo tipo de documento) de forma que fique ininteligível para quem quiser bisbilhotá-los.

No caso da espionagem americana sobre o Brasil, grampos telefônicos, leituras de
e-mail e outros documentos, seles não irão nunca admitir, mesmo porque a atividade de espionagem é proibida. Cabe a nós, brasileiros, cuidarmos da proteção de nossos interesses, mesmo sabendo que a busca por nossos conhecimentos importantes, particularmente os sigilosos, será uma constante. 

A imprensa distorce os fatos e fala sem conhecimento de causa

Agora vem a imprensa e divulga que o governo brasileiro “espionou” diplomatas estrangeiros... Acusando funcionários da Agência Brasileira de Inteligência de “espionar” diplomatas do Iraque, Irã e Rússia. Deste modo distorcem os fatos e querem mesmo é aproveitar o assunto para que tudo seja manchete. Ora, tenham paciência!

Se a espionagem praticada por países estrangeiros capta nossos conhecimentos importantes e é descoberta, a imprensa brasileira culpa a ABIN... E quando a ABIN pratica a Contra-Inteligência (prevista em lei) para defender os interesses brasileiros, são chamados de espiões. Quanta ignorância sobre a Atividade de Inteligência!

Uma reportagem divulgada na imprensa afirma que a Agência Brasileira de Inteligência (ABIN), “principal braço de espionagem do governo” (termo este distorcido), monitorou pessoas do corpo diplomático da Rússia, Irã e Iraque nas embaixadas em Brasília e em residências oficiais. A reportagem diz que isso tudo “apesar das críticas à espionagem americana feitas pela presidente Dilma Rousseff.”

A ABIN desconfiava que eles estivessem envolvidos com atividades de espionagem no Brasil. Funcionários da embaixada do Irã também foram vigiados. Os agentes seguiram os diplomatas a pé e de carro para registrar suas atividades nas embaixadas e em suas casas. Ainda segundo o relatório, após a invasão do Iraque pelos EUA, em 2003, o governo brasileiro espionou a embaixada do país no Brasil. Na época, muitos diplomatas buscavam refúgio no Brasil.

Segundo o governo, (e aqui erra novamente a reportagem na imprensa) “as ações de espionagem” tinham o objetivo de proteger segredos de interesse do Estado brasileiro. O Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República, disse à Folha de São Paulo reconhecer que as operações foram executadas e afirmou que todas foram feitas de acordo com a legislação brasileira.

O certo é que a ABIN desempenhou bem seu papel e praticou tão somente a atividade de Contra-Inteligência, para quem quiser saber a realidade dos fatos. Tal atividade é prevista em lei e consta das atribuições específicas do órgão, conforme o leitor verá ao final desta matéria. E, particularmente, acho que a finalidade e missão da ABIN deveria ser mais divulgada para os brasileiros, com vista a que todos nós passemos a gostar da atividade e defendê-la, não somente profissionais que trabalharam nesta Atividade por longos anos (como este que vos escreve) e passaram a conhecê-la, admirá-la e considerá-la imprescindível para o País. Ao mesmo tempo vejo que os brasileiros é que deveriam ser mais politizados e educados a ponto de despertar seu interesse por assuntos que envolvem sua pátria.

A ABIN – Agência Brasileira de Inteligência

(Extraído do site http://www.abin.gov.br)

A ABIN, órgão central do Sistema Brasileiro de Inteligência (SISBIN), tem a seu cargo: planejar, executar, coordenar, supervisionar e controlar a atividade de Inteligência. Em conseqüência, cabe-lhe a atribuição de executar a Política Nacional de Inteligência no mais alto nível do governo, de forma a integrar os trabalhos dos demais órgãos setoriais de Inteligência do país. A ABIN tem como competência assessorar o Chefe de Estado no desempenho de suas elevadas funções, sobretudo em caráter preventivo, assegurando-lhe o conhecimento antecipado de fatos e situações relacionados ao bem-estar da sociedade e ao desenvolvimento e segurança do país.

Órgão de Estado ou de Governo?

A ABIN é um ÓRGÃO DE ESTADO, não é um ÓRGÃO DE GOVERNO. O Estado brasileiro é permanente. Os Governos, transitórios. A ABIN não tem qualquer vínculo político partidário. É um instrumento de Estado, voltado para a defesa da sociedade brasileira, absolutamente apartidário. Seu compromisso ideológico é, de forma única e exclusiva, com a democracia.

Atuação

A Agência Brasileira de Inteligência atua em duas vertentes:

1- INTELIGÊNCIA: Por meio da produção de conhecimentos sobre fatos e situações de imediata ou potencial influência no processo decisório e na ação governamental e sobre a salvaguarda e a segurança da sociedade e do Estado.

2- CONTRA-INTELIGÊNCIA: Pela adoção de medidas que protejam os assuntos sigilosos relevantes para o Estado e a sociedade e que neutralizem ações de Inteligência executadas em benefício de interesses estrangeiros.

Essa divisão busca atender às necessidades rotineiras do processo decisório presidencial. A ABIN atua no acompanhamento de fatos emergentes, previsíveis ou não, com o intuito de antecipar tanto oportunidades quanto possíveis ameaças ao Estado Democrático de Direito.

É preciso que tenhamos cuidado ao emitir opiniões

“A televisão é como as torradeiras, carrega-se no botão e sai sempre a mesma coisa”, frase de Alfred Hitchcock. Gostaria de concluir com essa ideia, que é um conjunto da formulação de vários pensamentos, baseado no exemplo a seguir:

Para que alguém seja um advogado, um engenheiro, um médico, um padre ou pastor ou simplesmente algum profissional qualificado é preciso que a pessoa estude muito, leia bastante sobre o tema, pratique, treine. E este processo leva anos a fio. E para falar sobre temas relacionados à sua área de atividade o indivíduo deve possuir muito preparo, muito conhecimento, muita leitura, pelo menos.

Quando a imprensa se reporta às vezes sobre casos que envolvem a Atividade de Inteligência muitas vezes erra ou distorce os fatos pelo desconhecimento da matéria, de causa. São profissionais (jornalistas ou repórteres) que não foram preparados para tal fim e desconhecem, portanto as nuances desta nobre e necessária Atividade.

Ficamos com a tal questão do Estudo da Lógica e dos Estágios da Mente: quando um repórter emite um conceito sobre a Atividade de Inteligência e distorce algum fato por desconhecimento ele está, na realidade emitindo o que pode ser considerado uma OPINIÃO (um dos estágios da mente), muito diferente daquele denominado de CERTEZA, quando a mente tem o conhecimento da matéria e os fatos a espelham como VERDADE.

domingo, 3 de novembro de 2013

Uma conversa Online com o outro plano, um agradecimento a Deus!

No dia 1º de novembro, Dia de Todos os Santos, quando cheguei do hospital onde a nossa filha Cristiane teve a Isabela, minha linda netinha, fiz uma reflexão ONLINE com Deus. E aproveitando o sentimento que invadiu a minha mente, falei bem alto, sozinho que estava em casa, procurando encaminhar um agradecimento a Deus por tudo que tivemos e que ainda temos na vida.

Também meditei e conversei em oração, detidamente, com todos aqueles parentes e amigos que nos deixaram temporariamente, mas que são eternos em nossas mentes e corações. Dentre eles, papai e mamãe - sem palavras (Alberto e Zisile), Tios Raimundo, João Ribeiro (da Silva Filho), Aluísio Ribeiro, Zenóbia Ribeiro, Ribeirinho e José Ribeiro; Tio Adelmar Neiva, pessoa admirável e exemplo para todos, primos Bernardino, Roosevelt Bastos, João Mariano, Aníbal Ribeiro, Pedro Augusto da Silva Neto, Wagner Ribeiro (brilhantes militares), Marcelo Montesuma, Carló (meu primo, amigo e cunhado Carlomagno), Yara Santos, minha amiga de infância, meu amigo Ricardo, dentre outros parentes próximos e amigos.

Na realidade essa minha conversa e oração eu rotulo como um AGRADECIMENTO por tudo de bom que nos tem proporcionado, ou que esta vida nos reservou até hoje. Agradecimento pela convivência excelente com todos, na esperança de que algum dia possa encontrar a excelente essência de seus espíritos em outro lugar, quem sabe?

Como digo sempre e penso: não peço nada a Deus (não por orgulho, que é uma falha terrível da humanidade, mas por vergonha de ter recebido tanto em razão dos meus merecimentos.

Assim, termino afirmando que lembro de meu pai HOJE e TODOS OS DIAS, várias vezes ao dia, mas como se ele estivesse em Ubajara, em Balsas ou em qualquer local que poderia logo reencontrá-lo. E ele, como todos os nossos, estarão sempre vivos em nossas mentes e também na esfera espiritual.

sábado, 2 de novembro de 2013

Bacanas, mas não tão Bacanas assim... Um lamentável episódio!

O fato ocorreu em 2011, durante o VI Encontro dos Filhos e Amigos de Messejana, no qual parte do grupo “As Bacanas”, de Messejana, vetou a participação de ex-integrantes do Conjunto Musical Big Brasa que seria realizada durante o intervalo do evento, através de uma simples votação realizada minutos antes da apresentação. Os componentes do Big Brasa, que passaram anos representando Messejana musicalmente para toda parte, em especial animando inúmeras festas, bailes e matinais no Balneário Clube De Messejana, tocariam umas três músicas o Luiz Antonio Alencar, "eterno Big Brasa", filho de Messejana e eu, João Ribeiro. A intenção era utilizar os músicos do grupo que animava a festa, que estava inclusive com um ex-participante do Big Brasa, Mairton, que hoje não mais está conosco e sim em um plano celestial muito especial, tenho certeza. Mas até mesmo o grupo nos advertiu que nossa participação "teria que ser autorizada pelas organizadoras da festa" e que não poderiam nos ajudar naquela "canja", conforme jargão utilizados pelos músicos nessas participações. 

Escrevi o artigo "Bacanas, pero non tanto, como se diz em espanhol..."

Os fatos tiveram repercussão na época e recebi inúmeras manifestações de apoio, tanto em caráter pessoal, mas com relação principalmente ao Conjunto Big Brasa. Os comentários publicados na internet foram ficando cada vez mais acirrados, a grande maioria contra o posicionamento do grupo que vetou a participação do Big Brasa através de uma votação. Mas, para por um ponto final na questão, decidi retirar todos os comentários do Portal Messejana, ficando somente as lembranças para quem vivenciou os fatos e mantido neste blog, que é pessoal e retrata o meu pensamento sobre a questão.  

Os comentários a seguir são se cunho pessoal e demonstram o posicionamento de um cidadão não messejanense de nascimento, mas que passou a morar em Messejana desde 1963, que se sente messejanense de fato e que integrou nos Anos 60 um Conjunto Musical Big Brasa, que bem representou Messejana e marcou época em Fortaleza, no Estado e em algumas cidades nordestinas. 

O saudoso Conjunto Big Brasa (do qual participei como guitarrista-solo) permanece ainda na memória de muitas pessoas, que têm um sentimento de lembrança dos bons tempos das tertúlias, das matinais e das boas festas animadas pelo Conjunto no Balneário Clube de Messejana.

O grupo As Bacanas, que é integrado por algumas senhoras da sociedade messejanense, encaminhou um convite (abaixo transcrito) para o Portal Messejana solicitando a divulgação do evento, no que foi prontamente atendido. A equipe do Portal Messejana compareceu ao encontro, mais uma vez, e realizou a cobertura fotográfica da festa, que foi realizada dia 17 de setembro. 

“As Bacanas convidam o Portal Messejana para o "VI Encontro dos Filhos e Amigos de Messejana" a ser realizado aos dezessete dias do mês de setembro do corrente, a partir das 22:00 h, no Recreio Clube de Campo. A festa contará com a animação de Teclinha e Banda, sorteio de brindes e muita alegria com o reencontro dos amigos que amam nossa Messejana querida. É uma festa beneficente e o ingresso custará R$ 20,00 (individual). Convidamos a comunidade de Messejana e contamos com a presença e o apoio do Portal Messejana para a divulgação do evento. Desde já agradecemos a parceria e a atenção” (texto publicado na Agenda do Portal Messejana).

Dentre as metas propostas para a realização do "VI Encontro dos Filhos e Amigos de Messejana" estavam o “reencontro dos amigos que amam nossa Messejana querida”, como realmente foi parcialmente alcançado. Faltou o respeito para dezenas de messejanenses, amigos e familiares, que ao reencontrar os ex-integrantes do Conjunto Big Brasa insistiram para que participassem, tocando um pouco durante o intervalo. E no decorrer da festa esses pedidos se intensificaram, particularmente dirigidos ao cantor do Big Brasa Luiz Antonio Alencar (Peninha), que também é um ótimo jornalista, com uma visão larga de sociedade e que até hoje é meu amigo.

PRESENÇA DE AMIGOS DE MESSEJANA E DE FÃS DO CONJUNTO BIG BRASA

Como não poderia deixar de ser (o que ainda as Bacanas não perceberam) é que o Conjunto Big Brasa foi durante a Jovem Guarda, nos chamados Anos 60, um marco em Messejana. E dentre seus integrantes figuraram messejanenses de famílias tradicionais, como Marcos Oriá, Luiz Antonio Alencar e cearenses como João Dummar Filho, além do guitarrista João Ribeiro (o Beiró, como era conhecido no meio musical).

OS PEDIDOS DE PARTICIPAÇÃO MUSICAL NO ANO ANTERIOR (2010)

Tal como aconteceu no ano passado (2010), quando integrantes do Big Brasa, atendendo a insistentes pedidos de seus amigos (de praticamente todas as famílias de Messejana de outrora) voluntariamente tocaram algumas músicas durante o intervalo. A repercussão no âmbito das Bacanas que nos chegou ao conhecimento, é que tal participação teria sido “inconveniente”, péssima, por assim dizer, porque as pessoas que ali se encontravam “não conheciam o Big Brasa”. Ora, nem tinham obrigação de conhecer mesmo, porque sequer moravam em Messejana na época e muitos ainda nem tinham nascido...  

FALTA DE INICIATIVA, DE CORTESIA E DE BOM-SENSO

Consideramos o fato, ocorrido em 2010, como lamentável. Algumas integrantes das Bacanas pessoalmente, falaram-me que o Luiz Antonio (carinhosamente chamado por nós como “Peninha”) “foi chato ao cantar por mais de meia hora”... E que o pessoal reclamou muito.

Ora, conforme registros nossos houve na oportunidade uma vibração geral daqueles amigos que conheceram, dançaram e curtiram muito o som do Big Brasa, dentre eles um incentivador do grupo César Benevides, que ainda hoje lembra quando nos encontra o prefixo “And I Love” (The Beatles) que o Conjunto Big Brasa utilizava ao iniciar as festas.

Em nosso entender naquela noite as “Bacanas”, mesmo que a maioria ou parte do grupo não gostasse do Conjunto, ou de seus integrantes ou por qualquer outro motivo por nós desconhecido, faltou CORTESIA no mínimo e INICIATIVA, pois as próprias Bacanas poderiam ter anunciado a tal participação musical, o que certamente não atrapalharia a festa de ninguém, pelo contrário, agradaria a todos que gostavam do Big Brasa e que também pagaram para participar da festa (diga-se de passagem).

O EPISÓDIO LAMENTÁVEL SE MANIFESTA NOVAMENTE EM 2011

Mais uma vez a história se repetiu. Eu, João Ribeiro, compareci à festa apenas para encontrar os velhos e bons amigos, da época de nossa juventude em Messejana e prestigiar o evento através do Instituto Portal Messejana, do qual sou diretor, coordenando a equipe de cobertura fotográfica durante a festa.

OS PEDIDOS DE PARTICIPAÇÃO MUSICAL DO BIG BRASA

Vale dizer que no início da festa encontrei com a minha estimada Diretora Célia Benevides (na época que estudava no José Barcelos), a qual me perguntou, de imediato, se “o Conjunto Big Brasa iria se apresentar também”... E eu respondi que não, porque nada estava programado...

Tendo em vista o andamento da festa, os encontros com amigos e o prazer de ter sido solicitado por inúmeras pessoas e famílias que eu nem mesmo conhecia (eram fãs do Conjunto Big Brasa, na época) para fotografar a seu lado, verifiquei que havia um interesse de um grande número de pessoas no sentido de que o Peninha (Luiz Antonio Alencar) cantasse umas músicas “do tempo do Big Brasa”. Estava decidido a NÃO MAIS TOCAR, pelos fatos anteriores. Uma pergunta que não quer calar: por que as Bacanas, de Messejana, se acham no direito de tolher a vontade de dezenas de participantes de sua festa, todos pagantes, que solicitaram a presença do Luiz Antonio para tocar um pouco? E onde ficou o respeito pela vontade daqueles que conheceram o Conjunto Big Brasa e gostariam de relembrar um pouco o grupo?

Dentre as inúmeras pessoas que encontrei e que relembraram o Big Brasa estavam Everardo e Jamson (Vasconcelos), César e Célia (Benevides) Inácio (Oriá), Aderson, Dionísio, Diony e filhos (Alencar), Luiza Pompeu, Eudásio e Célia, João Guilherme e assim muitos outros, inclusive pessoal que eu não conhecia e que eram fãs do Big Brasa na época.

Não por simples empolgação, mas por desejar atender (como sempre o fiz) de forma educada e respeitosa a todo o grande público que prestigiou o Big Brasa durante toda sua existência, mudei de ideia e resolvi participar, com o Luiz Antonio Alencar (cantor e guitarrista), o Oriá (baterista) e o também ex-integrante do Big Brasa Mairton Vitor (pistonista) que estava tocando com o Teclinha e Banda. Assim combinamos três músicas da época para serem apresentadas durante o intervalo. 

A DECISÃO EM ATENDER AS SOLICITAÇÕES

Pelo exposto decidi atender aos pedidos e combinei com o Luiz Antonio, Mairton, Oriá, duas músicas que iríamos apresentar como recordação do Big Brasa. Duas músicas apenas, para não sermos chamados de inconvenientes de novo, tal qual nos anos anteriores... Ao subir no palco para acertar com a Banda a surpresa: o Teclinha (tecladista) nos informou que As Bacanas tinham dado ordem para que “ninguém se apresentasse”. Imediatamente acatei o que ele disse e expliquei para a coordenadora das Bacanas, a “Dodô”, que concordou com uma “breve apresentação”. Entretanto, parte do grupo As Bacanas não aceitou o posicionamento, dizendo que teriam que “votar” sim ou não. 

O RESULTADO DA VOTAÇÃO – O “NÃO” PARA O BIG BRASA!

E o resultado da votação, considerada por mim ridícula, inoportuna e resultado de mentes no mínimo completamente ultrapassadas e sem nenhuma gratidão ou apreço ao Big Brasa, foi um inesperado NÃO, que acabou dessa forma, com a apresentação do Big Brasa e também tirou em parte o sentido do reencontro de amigos e filhos de Messejana. No íntimo, tendo em vista que participei de incontáveis shows, festas, apresentações musicais de grande importância, além de incontáveis programa na televisão local, senti que houve uma "inveja branca" por trás desse episódio todo. Porque é comum em qualquer festa um componente (músico) dar "uma canja", o que significa tocar um pouco durante a festa com a banda contratada. E o Big Brasa iria tocar apenas três músicas DURANTE O INTERVALO! Como isso iria "atrapalhar o andamento da festa" conforme alegaram algumas das Bacanas? 

Mas na época da existência do Big Brasa, as sucessivas diretorias do Balneário Clube de Messejana, que agregava a nós todos, não se cansava de pedir para tocarmos festas no Clube "para nossa promoção", dizendo que o Clube estaria prestigiando a "Prata da Casa"... Ora, todas as vezes que isso ocorria o chamado era tão somente para tocarmos de graça ou quase isso. E nessa ilusão de jovens o Clube nos contratou para um Carnaval inteiro e passou um ano para pagar o valor do contrato. Mas nós, do Big Brasa, de imediato efetuamos por nossa conta o pagamento total de cada músico!

Na realidade o fato dessa votação promovida pelas Bacanas demonstrou a falta de bom senso da parte que votou CONTRA a apresentação dos ex-integrantes do Conjunto Big Brasa. Para lembrar, ainda: deveriam ter dito que para o reencontro fosse mais perfeito poderia ter sido lembrada a presença até mesmo da ALA FEMININA do Big Brasa, de Messejana e outras figuras e personalidades que fizeram parte da história e de uma época inesquecível para Messejana.

A NEGOCIAÇÃO A FAVOR DO BIG BRASA, MAS SEM SUCESSO... 

Em vista disso, o amigo César Benevides, com toda classe e boa vontade, que tinha se prontificado a anunciar a apresentação “Relembrando o Conjunto Big Brasa”, tentou com classe, com educação e de forma diplomática, falar com as responsáveis pelas Bacanas, mas não obteve êxito. Retornou a nós demonstrando a sua total indignação com o ocorrido. E disse a mim: “não tem jeito. Elas não querem mesmo e não adianta fazer nada”... Desabafou. Outras pessoas que tomaram conhecimento na própria festa ficaram estupefatas. Esta é a verdadeira palavra que encontrei para descrever o que senti das pessoas ante o fato.

Por mais estranho que possa parecer isso aconteceu! Se meu pai, chamado “Mestre Alberto”, que acompanhou o Conjunto Big Brasa nos anos iniciais, era sócio-proprietário e foi por algum período diretor do Balneário Clube de Messejana, estivesse vivo, iria ter uma grande decepção. O Conjunto Big Brasa em sua existência animou inúmeras tertúlias, matinais e festas e até um carnaval inteiro no Balneário de Messejana, em um ambiente de cooperação, porque em algumas ocasiões chegou até mesmo a tocar de graça, para contribuir com a comunidade onde teve origem.

O presente texto foi escrito com a finalidade de justificar para inúmeros amigos, colegas e fãs do Big Brasa que presenciaram os fatos e não entenderam por que nós não fizemos uma apresentação. Serve também para os mais novos tomarem conhecimento e valorizarem mais o sentido de comunidade.

AO MEU AMIGO LUIZ ANTONIO ALENCAR

Luiz Antonio (Peninha, eterno – Big Brasa, como ele mesmo se denomina), você, além de ser um excelente jornalista, dá uma contribuição importantíssima para a sociedade cearense através de seu vasto conhecimento histórico, cultural, quer brasileiro, quer internacional. Seus artigos para a Seção Central do Rock, no Portal Messejana, recebem elogios de muitas pessoas e quero externar, mais uma vez, nossos agradecimentos pela sua participação no Conjunto Big Brasa e, nesta etapa nova, pelos bons artigos que escreve sobre a música, a história da música, e uma gama de temas. Sei que sua inteligência não permite descer a níveis tão – digamos – incompreensíveis. Nossa amizade e o “eterno Big Brasa” continuarão para sempre. E o Mestre Alberto, que como você diz – e eu aceito – não morreu. Ele sempre viverá em nossos corações e “está em Balsas” de onde nos auxilia espiritualmente.

AOS AMIGOS DE MESSEJANA

O presente texto foi escrito com a finalidade de justificar para inúmeros amigos, colegas e fãs do Big Brasa que entraram em contato conosco ainda na própria festa (dia 17) após o desagradável ocorrido, e aqueles que nos ligaram e nos enviaram e-mails hoje (18).

INICIATIVAS EM PROL DE MESSEJANA

Queremos deixar bem claro que nossa participação benéfica para Messejana continuará sempre, pois os valores que preservamos não são os mesmos desenvolvidos por mentes negativas. As iniciativas que tivemos durante nossa vida em Messejana, foram muito bem sucedidas e contribuíram muito para o enriquecimento dos valores éticos e dos conhecimentos, particularmente para a juventude local.

Em primeiro lugar com a criação do Conjunto Big Brasa, em 1967, que marcou uma época inesquecível em Fortaleza, cuja história está contada no livro de minha autoria (o único do gênero no Ceará) – “O Big Brasa e Minha Vida Musical”, publicado e colocado como registro de uma época no Portal Messejana

Posteriormente nossa participação inovadora foi através da Máxi Informática, a pioneira em Messejana, que permaneceu em funcionamento durante 12 anos e formou milhares de alunos, inclusive o nosso amigo Leonelzinho Alencar, hoje vereador de Fortaleza. E por último, a criação de um Portal, o Portal Messejana, que hoje está com 8 (oito) anos de funcionamento, reconhecido pelo governo federal como de utilidade pública e pela Prefeitura de Fortaleza da mesma forma. 

E o Portal Messejana mantém um conteúdo voltado para o BEM, em um sentido mais amplo, além de divulgar aspectos históricos, sociais, turísticos e culturais de Messejana, Fortaleza, Ceará, para o mundo, através da Internet. Hoje se tornou o Instituto Portal Messejana (ver apresentação) com credibilidade garantida na sociedade, nas Redes Sociais, pelo conteúdo que apresenta. E a Máxi Vídeo Produções (do Portal Messejana) que objetiva proporcionar inclusão digital e facilitar a confecção de books digitais para a comunidade messejanense.   

Sobre a necessidade de mais compreensão, mais sentido de comunidade, de paz e de harmonia, escrevi anteriormente – e gostaria que os amigos lessem um artigo intitulado “Comunidade, uma coisa do passado?”