domingo, 19 de maio de 2019

Continuamos aprisionados e à beira do colapso!


O Brasil praticamente é mantido em uma UTI até que toda a sua capacidade vital seja sugada! Continua o país dominado em várias esferas, inquestionavelmente, por uma estrutura de poder que visa tão somente à manutenção de suas regalias ou a proteção, via troca de interesses, da impunidade. Não é à toa que nas redes sociais a tônica das manifestações diz que a “Constituição Brasileira é um atraso”, que o “Congresso Nacional é cheio de corruptos”, que “deputados e senadores vendem seus votos e só trabalham na base do interesse; o judiciário perde dia a dia a credibilidade pela sua lentidão em punir alguns culpados; as pessoas ao serem presas logo “adoecem” e se livram facilmente da justiça para ficarem, primeiramente em hospitais ou clínicas (até o tempo esfriar, a imprensa esquecer) para depois conseguirem se livrar definitivamente de suas penalidades. O governo Bolsonaro continua tentando aprovar uma Reforma da Previdência. Por várias vezes que aciona o seu ministro para o Congresso Nacional este tem recebido explicação com nítida má vontade e desrespeito pelos maus parlamentares.

Neste cenário, um presidente, por mais bem intencionado que seja, pode ser comparado como uma figura decorativa! O Presidente Jair Bolsonaro em seus cinco meses tentando salvar o país de um precipício no qual já está caindo começou a governar através de medidas provisórias (as MP), como são chamadas. Acontece é que do outro lado, os maus deputados e senadores formaram um verdadeiro boicote às medidas adotadas e estão chantageando o governo de forma evidente. Uma MP ou projeto propostos pelo governo têm que ser “negociados”, ou seja, muita grana tem que rolar se não a MP cairá.

Bastaram cinco meses de um governo bem intencionado, como o do Presidente Jair Bolsonaro, muito diferente de seus antecessores, para revelar o que há por trás do Brasil. Falta de patriotismo, palavra desconhecida por aqueles que formam uma corja de maus políticos e de participantes de organizações todas voltadas para o que pode chamar de verdadeiro saque de uma nação. Um aparelhamento existente em várias esferas do país faz com que o Presidente da República, eleito democraticamente pela vontade popular, não consiga sequer votos para um decreto administrativo que diminuiu o número de Ministérios.

A campanha proposital encetada por políticos no sentido de afastar o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (COAF) estrutura que fiscaliza irregularidades financeiras, do Ministério da Justiça é uma prova consistente de que muita gente tem medo de ser descoberta e presa.

Dessa forma é possível afirmar que o Brasil, nas condições atuais, nunca será governado de acordo com os interesses de seus eleitores, sejam eles de esquerda ou de direita. Os diversos escândalos revelados pela operação Lava-Jato revelaram que há tempos o país vem sendo comandado por corporações malévolas que tem e conseguem acesso fácil ao orçamento público e no caso dos maus políticos, só aprovam medidas de acordo com o tão falado toma lá, dá cá. Dos conchavos fazem parte não só políticos, mas também uma grande parte de sindicalistas e de parte do judiciário brasileiro. O Presidente Bolsonaro está provando ao Brasil que o país é impossível de ser governado sem esses acordos espúrios.

Não conseguiu nem ainda que os políticos no Congresso Nacional aprovem o decreto da mudança administrativa referente aos Ministérios, que reduziu para vinte e dois o número dos ministérios. Pela má vontade existente é possível mesmo que esse decreto não seja votado e que a estrutura anterior, inchada, com 29 ministérios, volte. Corremos o risco de não ter regularizada uma reforma ministerial de interesse do Poder Executivo! Que poder tem o Presidente da República que não pode governar? Se não negocia com os maus políticos é “intransigente” e se negocia terá que aceitar as imposições dos maus políticos, de lideranças que só desejam o bem para si. É muito lamentável.

O Presidente da República Jair Bolsonaro sofre, na verdade, uma chantagem vil da classe política e das forças que não querem o Brasil nos eixos novamente! Aqueles que foram nomeados para aparelhar o país nos moldes das negociatas ainda dão suporte a este vergonhoso ardil.

Os compromissos de campanha assumidos por Jair Bolsonaro estão sendo, um a um, boicotados pelos maus políticos e todos aqueles que desejam ver mantido a condição de um país verdadeiramente aparelhado e dominado.

Nas condições atuais o Presidente Jair Bolsonaro provou o que está acontecendo. Um país, mantido em uma situação de desgoverno por culpa absoluta dos maus políticos. É muito fácil essa constatação! Tudo que o Presidente faz é preciso que se negocie muito dinheiro para as ratazanas a fim de que o país possa ser continue a ser dilapidado. A televisão nos mostra a quantidade de obras inacabadas distribuídas em praticamente todos os estados. Nelas fica patente a corrupção, a falta de planejamento e o desvio do dinheiro público formado pelo pagamento de nossos tributos. E nada se prova, ninguém é punido, tudo permanece nas teias do aparelhamento e encoberto por muito interesse envolvido.

Governos anteriores davam uma falsa ideia de que éramos governados pelos presidentes. Ledo engano. As más corporações, os maus políticos, todos integrados em uma forma de corrupção entranhada pelo país inteiro preocuparam-se tão somente em saquear o país.

A se concretizar, como muitos dizem, uma impossibilidade de nosso Presidente governar, pelas condições expostas, quem sairá perdendo seremos nós todos. Com exceção daqueles que compõem a verdadeira corja de sanguessugas que destrói o Brasil. Ou você ainda acredita que todos os brasileiros são iguais perante a Lei? São iguais apenas os que têm mais dinheiro ou poder, mais influência, maior capacidade de contratar bons advogados para buscar de todas as formas as maneiras e as brechas de nossa fraquíssima legislação penal para continuar em liberdade.

As diferenças salariais são gritantes! Para aqueles que ainda estão empregados é fácil enxergar que tudo está muito errado: como pode um cidadão receber um salário mínimo, de aproximadamente R$ 1.000.00 (mil reais) enquanto outras categorias do serviço público, de estatais, do legislativo e do judiciário recebem. Você conhece os altos salários, auxílio-moradia, verba de gabinete e os benefícios garantidos a um parlamentar brasileiro? Tem ideia de quanto tudo isso custa aos cofres públicos?

No entendimento de muitas pessoas a situação está sem controle. Apenas uma mudança geral, talvez por via de uma Constituinte, que trouxesse o fim dos privilégios e um brutal corte no tamanho e estrutura ineficiente do Congresso, melhorias no Judiciário e uma faxina geral nas corporações que insistem em quebrar o país, as crianças e jovens de hoje poderiam ver um país saneado no futuro.

E assim o país continua assistindo as cenas da ilha da fantasia, bem longe dos mortais brasileiros, no qual todas as maiores esferas do poder nacional se encontram, mas resultados efetivos para o bem não são vistos. É aguardar para ver.  




terça-feira, 14 de maio de 2019

Minha saudosa e querida Mãe Zisile



Ela não está mais fisicamente neste plano. A Mamãe, “Dona Zisile” nos deixou em 14 de junho de 2012, portanto há sete anos. Mas estará sempre em nossos corações. Simplesmente Zisile, como era chamada na família. Futuramente Dona Zisile por aqueles que a conheciam. Seu nome era Francisca Amasile Pereira da Silva e nasceu no dia 20 de junho de 1925, na cidade de Riachão, Maranhão. Casou-se com meu pai, Alberto Ribeiro, aos 19 anos, com quem foi logo no primeiro ano de casada enfrentar uma dura batalha pela vida dele, em um tratamento contra a tuberculose em São José dos Campos, São Paulo. Minha Mãe ajudou neste período mais dois familiares, o Tio Raimundo Ribeiro e o primo Raimundo Silva, todos em nossa casa, onde nasci e tenho gratas recordações. Viveram 56 anos de uma união exemplar, para todos nós.

No Dia das Mães tenho que homenageá-la de todas as formas. Mas o principal não são as homenagens, estas palavras, e sim o agradecimento pela dedicação dela, Zisile a toda nossa família, como se conduziu como Mãe, nas diversas oportunidades de nossa vida. Para mim foi tudo, desde criança.

Ainda em São José dos Campos ela me educou nos primeiros anos de vida, em praticamente todos os aspectos. Fundamental a preocupação que tinha pela leitura, principalmente pelo fato de que ela estudou com dificuldades e conseguiu aprender muito, inclusive o idioma inglês, conforme falarei adiante. Além do incentivo para minha rápida alfabetização, os presentes valiosos, como duas coleções de Monteiro Lobato, Contos de Andersen, de Grimm, a enciclopédia Tesouro da Juventude e incontáveis obras que firmaram o meu início e também, acho que determinaram o meu gosto pela leitura e pela escrita.  

A minha Mãe, Zisile, foi responsável pelo meu êxito inclusive profissionalmente, por eu ter desenvolvido um gosto enorme pela leitura e ter lido muito mesmo, diferentemente do que ocorre hoje em dia com muitas crianças. Cresci com o hábito da leitura, que me possibilitou um conhecimento geral que sempre foi muito útil em toda a minha vida.

Ela fazia tudo em nossa casa! Fazia com ela com muito gosto várias tarefas, como limpeza dos móveis, do assoalho, com cera e inicialmente com escovão, aprendia o tipo dos materiais que deveria usar para cada objeto. A minha organização pessoal teve início com os simples brinquedos que ela me presenteava, lenços, roupas, os quais eram separados em caixas, dentro das gavetas, costume que mantenho até hoje.

A Mamãe ensinava inglês para particulares, vendia cosméticos em São José, tomava conta da casa, sem nenhuma auxiliar, mesmo porque não podíamos manter esta condição. Fazia as compras para nós em uma bicicleta! E apesar das multitarefas sempre estava feliz.

Quando demonstrei o meu interesse pela música, me presenteou com uma sanfona Scandalli, de oito baixos, inicialmente. Tive as primeiras aulas ainda com sete anos, com a professora Dona Ivone, que morava perto de nossa casa, na Vila Ema, em São José dos Campos.

Futuramente, já em Fortaleza, a minha Mãe Zisile nos ajudou muito, inclusive pelo apoio e incentivo musical ao projeto de nosso Conjunto Big Brasa. E como “Mãe” da Família Big Brasa recebia todos em nossa casa com satisfação; comprou em São Paulo a segunda bateria do Conjunto, de marca Pinguim, copiava as letras em inglês para nossos repertórios e foi responsável por grande parte do acervo que mantenho até hoje, pois colecionava e guardava em álbuns tudo sobre o Conjunto Big Brasa, recortes de jornais sobre, fotografias, cartas de fãs etc.

Considero muito pouco o espaço para enumerar e detalhar tudo aquilo que a Mamãe representou para mim e para toda nossa família, com quem tratava a todos com muita dedicação. Ela e o meu pai formaram uma parceria exemplar de união, com uma vida plena e dedicada aos familiares, muitos exemplos bons e um legado de educação e de ensinamentos da própria vida que procurei transmitir para meus filhos.
Nos seus últimos meses conosco, antes de sua Grande Viagem, sempre que encontrava comigo aqui em casa olhava carinhosamente, sorria para mim e dizia: “Eu gosto tanto de ti”. E neste momento eu choro, de saudades, mas também pela alegria de ter tido como minha mãe.

A Mamãe, “Dona Zisile” nos deixou em 14 de junho de 2012, portanto há sete anos. Mas estará sempre em nossos corações.
  
A Morte não é Nada

"A morte não é nada. Eu só passei para o outro lado do caminho. Eu sou eu, vocês são vocês. O que eu era para vocês, eu continuarei sendo. Dêem-me o nome que vocês sempre me deram, falem comigo como vocês sempre fizeram. Vocês continuam vivendo no mundo das criaturas, eu estou vivendo no mundo do criador. Não utilizem o tom solene ou triste, continuem a rir daquilo que nos fazia rir juntos. Rezem, sorriam, pensem em mim. Rezem por mim. Que meu nome seja pronunciado como sempre foi, sem ênfase de nenhum tipo. Sem nenhum traço de sombra ou tristeza. A vida significa tudo o que ela sempre significou, o fio não foi cortado. Porque eu estarei fora de seus pensamentos, agora que estou apenas fora de suas vistas? Eu não estou longe, apenas estou do outro lado do caminho. Você que aí ficou, siga em frente, a vida continua, linda e bela como sempre foi".

Santo Agostinho.

domingo, 28 de abril de 2019

As boas fases da vida merecem ser registradas!


O dia 29 de abril é dia de meu aniversário.
E daí? Poderiam dizer alguns.
Para mim significa mais um ano de vida, que é o nosso presente divino. Mas o significado é apenas cronológico, uma marcação de nossa permanência nesta maravilhosa viagem. E como tal a data poderia ou não ser assinalada. Achei por bem externar para os familiares, amigos e amigas, filhos e netos, mais algumas impressões.



Tenho muita gratidão e lembranças boas de São José dos Campos, São Paulo, onde nasci (foto ao lado). Na infância recebi de meus pais muita dedicação, ensinamentos e bons exemplos. Tive o meu primeiro contato com a Música, além de uma série de legados importantes que eles me deram para que eu enfrentasse toda a viagem até os dias atuais. Fortaleza é a cidade que moro há tempos e que considero muito importante para mim, por ter me acolhido muito bem e que me proporcionou tudo em variados aspectos.

Por que acho importante registrar aspectos de minha viagem?

Algumas pessoas não escrevem nada, apenas observam as estações que passam sem comentar. Suas impressões ficam, portanto, restritas ao armazenamento que possuem em suas mentes. Assim essas pessoas chegam ao seu destino e não transmitiram nada, a não ser impressões próprias que talvez – e eu repito – talvez, sejam armazenadas automaticamente em alguma planilha no outro plano, uma de nossas futuras moradas. Sei perfeitamente que o fato de registrar ou não, de escrever ou não, em nada impede que um dia as nossas atividades aqui na Terra cessem. Mas penso diferente. Não é simples nostalgia ou coisa que o valha. Pelo contrário, gosto muito de aprender constantemente e de vivenciar experiências novas, mas nada impede que recorde tudo aquilo que faz parte do alicerce de minha existência.

Quando noto o valor que nós mesmos atribuímos a conhecimentos de nossos antepassados, através de fotografias, de escritos ou de outra forma, a importância que hoje os pesquisadores dão para achados mínimos de civilizações antigas, por exemplo, aumenta a minha vontade de externar, de registrar, escrever, fotografar, filmar. No mínimo facilitará para um ou outro interessado o entendimento de uma vida. Efêmera, mas uma Vida. Quisera eu ter em mãos muitos escritos de meu avô, João Ribeiro da Silva, além de umas poucas linhas encontradas em um rascunho feito com ele. O meu pai, ao contrário, escreveu muito! Dois livros chamados “O Meu Depoimento” e “Lições de Vida” os quais transformei em um blog em memória dele, que gostava muito de inovações, mas não chegou a conhecer a internet como ela é hoje.  

Registros da viagem

Ora, como em um passeio, quando guardamos fotografias e lembranças agradáveis, isto produz marcas em nossa mente e, conforme acredito, traços em nosso espírito, uma espécie de “backup” que nos acompanhará eternamente, de modo especial quanto aos dados mais importantes que ficam armazenados em nosso cérebro, ao longo da vida.  

Assim sempre registrei a hoje vou atualizar a minha simples história de vida, comum, repleta de momentos felizes, mas também com todos os percalços encontrados ao longo do caminho. Será uma possibilidade, quem sabe, para os meus netos ou bisnetos ou mesmo outras pessoas tenham dados mais fáceis de encontrar.

O grau de abrangência destes registros está concentrado basicamente em aspectos da Infância, Adolescência e Juventude, fase Adulta e da Envelhescência, pois não há limite exato entre essas etapas. Saúde, Educação, Família e seus relacionamentos, Trabalho, Lar, são itens que pertencem à Teoria dos Círculos Concêntricos, que foi motivo de outra matéria escrita por mim. Quanto ao título desta nota “As boas fases da vida”, é importante dizer que existem também as adversidades, que são muitas, mas que todas fazem parte deste presente de Deus que recebemos, ou seja, as eventuais más fases também integram plenamente a Vida em seu todo.

A partir de um estudo em vários colégios, em razão de mudanças feitas pelos meus pais Alberto e Zisile, que não mais estão comigo fisicamente, tive boas chances de vida em setores laborais diferentes e em meu entendimento soube aproveitar cada uma delas, dentro de minhas possibilidades. A versatilidade e a facilidade de adaptação, talvez conceitos assimilados de meu pai, me ajudaram muito. Dizia ele que todos os serviços eram nobres, desde que bem executados. Ainda hoje não sei o que é melhor, uma dedicação integral a um só tipo de trabalho (que possibilitar um aprendizado maior na área escolhida) ou possuir uma facilidade de adaptação a diferentes setores. É de minha natureza intrínseca e tal questionamento é apenas uma constatação. Pois as diferentes fases vividas foram intensas e de igual forma produtivas e muito interessantes e boas.

A Música em minha vida

A Música, com o Conjunto Big Brasa, na juventude, deixou um legado que até hoje persiste. Como um guitarrista dedicado, consegui agrupar e ficar cercado de pessoas, jovens iguais a mim, de muita qualidade pessoal e musical. Fui muito esforçado como guitarrista. Muitas pessoas me consideravam um bom músico. Mas tenho a exata consciência de que apenas me espelhei em músicos exímios, para conseguir um melhor desempenho na atividade. No mesmo período cursei Faculdade de Música, procurei aperfeiçoamento em outros instrumentos, trabalhei com música na TV Ceará Canal 2, da extinta Rede Tupi de Televisão e na TV Educativa do Ceará (TVE) da Funtelc, como produtor musical e também como sonoplasta.

O legado deste período foi muito bom, porque nos Anos 60 e no período da Jovem Guarda, formamos uma base sólida para o futuro. Todos estudavam muito e hoje a Família Big Brasa, como a chamamos, seguiu caminho em diferentes áreas, alguns na própria Música onde permanecem até hoje com muito sucesso.

Futuramente, após o término do Conjunto Big Brasa, em meados de 1978, houve o meu ingresso na Área de Inteligência do governo federal, na qual tive o contato com valores importantes para a Nação, figurando sempre em primeiro plano a Verdade. Como sempre estudei muito e realizei os cursos de mais alto nível nesta área, seguindo a lógica transmitida a mim pelo meu pai, de que em todo serviço deveria procurar fazer o melhor, dentro de minhas possibilidades e limites.

Depois disso outro fascinante mundo se abriria para mim, o da Informática, com a instalação da primeira Escola de Informática de Messejana, a Máxi Informática, que formou centenas de alunos. Aproveitava assim pequenos conhecimentos de programação adquiridos na juventude e desenvolvidos mais tarde gradativamente. Mais adiante, após onze anos, a iniciativa de criar um Portal na internet (o Portal Messejana) que ajudasse na congregação da comunidade, divulgasse os atrativos de Fortaleza, Ceará pelo mundo através de reportagens diversas, fotografias, textos e editoriais, além de proporcionar espaços importantes para a juventude através de projetos sociais, dentre eles o projeto “Garota Portal Messejana”, voltado para o desenvolvimento de talentos jovens para as áreas de moda, de publicidade. O Portal Messejana hoje é reconhecido como entidade de utilidade pública pelos governos federal, estadual e municipal. 

Com isso, nesta oportunidade, agradeço a todos que comigo compartilharam estes anos de minha vida, nas diferentes fases e atividades. Como o sonho continua o Conjunto Big Brasa ainda mantém suas chamas através de um legado de amizades, de lembranças que produziu em muitos jovens que com ele dançaram no Balneário Clube de Messejana, nos diversos clubes de Fortaleza e também em inúmeras cidades nordestinas, inclusive do Maranhão e do Piauí. A maioria relembra fatos ocorridos e também saudosamente as diversões e tudo aquilo que vivemos naquele período maravilhoso.

As postagens sobre o Conjunto Big Brasa que fazemos através das redes sociais, com muitas fotografias de nosso acervo e textos extraídos dos livros que escrevi, recebem diariamente centenas de comentários extremamente positivos. Esclareço que todas elas não têm a menor pretensão musical, de engrandecimento pessoal, musical etc. Mas apenas de reavivar nossos relacionamentos e agradecer pelo legado de amizades que até hoje nos propiciam encontros musicais entre amigos, com a música estabelecendo em elo entre todos, onde todos se irmanam de uma forma que a Música consegue fazer de modo intenso.  

Por último ressalto e também agradeço pelo respeito dedicado carinhosamente a mim e ao Conjunto Big Brasa, além das referências carinhosas a meu pai Alberto Ribeiro e minha mãe Zisile – in memoriam – pela dedicação que tiveram em todos os contextos de minha vida, em particular com o lado musical.

Muitos possuem o conhecimento das dificultadas encontradas por uma juventude tão nova e dedicada ao entretenimento através da Música, nas festas, tertúlias, matinais e vesperais. Outros, uma minoria insignificante e que talvez nem merecesse este comentário, compara a qualidade dos instrumentos existentes hoje para se glorificar e tentar de alguma forma nos desqualificar. Mas tudo isso faz parte da natureza humana.  

O show deve continuar, com a busca incessante do aperfeiçoamento, em todos os sentidos, para que esta viagem seja bem proveitosa. Um abraço em todos.


João Ribeiro da Silva Neto - Em abril de 2019






domingo, 10 de março de 2019

Por que é bom relembrar a Jovem Guarda e falar no Conjunto Musical Big Brasa?

Eu respondo: exatamente porque foi um período incrível que dele participamos, com a música, especialmente com o nosso saudoso Conjunto Big Brasa! Nós iniciamos tocando em 1966 as serenatas, curtindo muito nossa pacata e animada juventude. Com pequenos e constantes aprendizados, no ano seguinte surgiu a ideia de formação do Conjunto Big Brasa e tudo foi se encaixando da forma que a gente imaginava, firme e rapidamente.  

A Jovem Guarda foi um período marcante, com centenas de artistas pelo Brasil, uma era musical que deixa sua marca indelével. Tivemos a oportunidade de identificar inúmeros valores musicais e agregar aqui e ali componentes que nos ajudaram a formar os nossos próprios estilos musicais. Nos bastidores e nos programas de televisão conhecemos praticamente todos eles, muitos dos quais acompanhamos em shows realizados em Fortaleza, pois foram sete anos com atrações vindas do sul e do sudeste do país todos os sábados.

Existe um número incalculável de grupos no Facebook sobre a Jovem Guarda, que trata de grupos musicais que existiram, de canais pelas redes sociais sobre os artistas, as músicas. Isso é muito bom porque mostra quase tudo, para todos! Alguns destes espaços são construídos por músicos e outros por admiradores ou fãs que fazem coleta de dados e os publicam. Todos possuem grande valor cultural!

Mas como nós tivemos a felicidade de participar efetivamente como atores deste período, gosto muito de relembrar as nossas vivências, experiências musicais, das quais ajudamos a construir esta história! E de transmitir para os amigos, amigas e fãs, todas as ligações da internet (links) que possuem em seu contexto o Conjunto Big Brasa, dentre eles os livros que escrevi e vídeos que o Conjunto Big Brasa publicou em seu Canal Youtube e textos diversos, que de vez em quando “não escapam“. Eu escrevo e não resisto à vontade de publicá-los em meu blog pessoal também, o Blog do João Ribeiro.

Para nós, do Conjunto Big Brasa, que participamos ativamente da Jovem Guarda os registros que permanecem em nossa mente são verdadeiramente marcantes. Inúmeras apresentações na televisão cearense, através da Televisão Ceará Canal 2, da extinta Rede Tupi de Televisão, nos programas Show do Mercantil, levados ao ar aos sábados, com apresentação do nosso amigo Augusto Borges, além do “Studio 2”, um programa diário de variedades, ao meio-dia, no qual o Big Brasa tocava várias músicas e que fez o conjunto disparar sua popularidade pelo interior cearense, comprovadas pelas centenas de cartas de fãs que recebíamos!

Além disso, a escalada de sucesso do Conjunto Big Brasa foi repentina e muito compensadora: prêmios como o melhor Conjunto Musical e como Conjunto Revelação em 1970 e 1971, shows, incontáveis e apresentações e bailes pelo Nordeste, particularmente nos Estados do Maranhão, Piauí e Ceará, e a presença com o chamado Pessoal do Ceará, com quem o Conjunto Big Brasa teve a oportunidade de acompanhar e se apresentar. Ednardo, Belchior, Roger Rogério, Taty, Jorge Mello e Fagner, dentre os mais conhecidos, além de ter acompanhado inúmeras de outras celebridades dos Anos 60 e Jovem Guarda em sua passagem por Fortaleza, na televisão, sempre acompanhados pelo Big Brasa. Com exceção do Roberto Carlos, que se apresentou com o seu espetacular “RC7”.

Época de formar nossos estilos musicais! Eu procurava sempre me espelhar nos guitarristas Jimi Hendrix, Carlos Santana e Eric Clapton. Gosto pessoal que mantenho até hoje. E tenho a convicção que acertei na escolha, em função de todos utilizarem muito das improvisações sobre os temas, embora com variações de técnicas (que ajudaram muito na minha formação como guitarrista-solo). Quando fazia a Faculdade de Música alguns professores chegaram a me procurar para lhes transmitir dicas, ao piano ou com o violão, o que se tornava difícil para mim, porque o que eles desejavam aprender não se encontrava em partituras e sim era formado por um conjunto de técnicas incorporadas ao meu estilo, decorrente da própria vida musical, dos shows e dos bailes.

A criatividade musical fluía de forma fácil. Como detalhe um dia encontrei um fã que pediu para que eu “repetisse um improviso”, no dia seguinte a um Show realizado no Teatro José de Alencar... Ora, se foi um improviso jamais poderia atender a tal pedido. E complementando, quando eu improvisava sobre algum tema ficava com o espírito totalmente anestesiado, inebriado pela música, em uma viagem pelo mundo da Música. Sendo importante destacar sempre estava perfeitamente sóbrio, mesmo porque não tomava bebidas alcoólicas e nem de perto passava pelos alucinógenos, pelas “bolinhas” que já circulavam pelas festas. Muitos daqueles que contrataram o nosso Conjunto Big Brasa ficavam admirados pela devolução de todas as bebidas alcoólicas eventualmente ofertadas pelo contratante...  

Volta tudo ao início: a Música desde criança, pela juventude e até agora, graças a Deus, quando hoje temos a oportunidade de reencontrar, por exemplo, muitos dos componentes que fizeram parte do Conjunto Big Brasa e hoje pertencem à Família Big Brasa, receber em nosso convívio o grande amigo Raimundo Fagner, artista renomado e de grande sucesso, e de reunir antigos e novos amigos pela música, todos irmanados com o espírito da Família Big Brasa, sempre apoiada pelos meus pais Alberto Ribeiro e Zisile, que apesar de não estarem mais conosco fisicamente, marcam suas eternas presenças em nossas vidas.


João Ribeiro da Silva Neto
Guitarrista-solo do Conjunto Big Brasa.

Livros que escrevi sobre o período:

1 - “O Big Brasa e Minha Vida Musical – Anos Dourados” (1999)
2 – “A Música em Minha Vida – 50 Anos de Lembranças” (2017)
3 – “Conjunto Big Brasa – Anos Inesquecíveis” (2017

Alguns links sobre o Conjunto Big Brasa

 - Big Brasa no Youtube: - https://www.youtube.com/user/bigbrasa
 - Big Brasa no Google+: https://plus.google.com/114655002643674994297/posts

 - Big Brasa no Portal Messejana:
http://www.portalmessejana.com.br/historiabigbrasa.php
 - Big Brasa - http://www.portalmessejana.com.br/noticias.php?exibir=bigbrasa
 - Big Brasa – videos dos “20 Anos de Embalo” –
http://www.portalmessejana.com.br/g_bigbrasa.php
 - O Big Brasa e Minha Vida Musical -
 http://www.portalmessejana.com.br/ftextos/livro_bigbrasa.htm
- Big Brasa - Imagens inéditas: https://www.youtube.com/watch?v=ccJv7pyvdxU
- Big Brasa na Wikipédia: http://pt.wikipedia.org/wiki/Big_Brasa
- Big Brasa – imagens no Google:

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2019

Os mistérios da Vida e da Morte


Não sabemos de onde viemos, ou seja, ninguém sabe que vai nascer! E da mesma forma muitos não sabem quando vão partir para a Grande Viagem. É assim mesmo. Esta constatação nada mais representa do que a realidade desta nossa passagem por este plano, por este mundo, independente de nossas crenças ou de nossa fé. O fato é que o TEMPO - e aqui volta ele novamente - o tempo é muito curto. Nossa passagem em vida dura em média o que? A depender das pessoas comuns uma média de 80, 90 ou 100 anos. Mas existem as partidas mais precoces, às vezes motivadas por fatores totalmente imprevistos como os acidentes. Quero escrever aqui uma frase muito repetida em meus cursos sobre Segurança, realizados na Área de Inteligência, onde trabalhei por muitos anos: “Os acidentes não avisam quando vão acontecer”. Pura verdade. Simples, correta e irrefutável. E há ainda uma constatação importante: de que somos a única espécie que tem consciência de sua própria morte, seu fim terreno.  


Em minha família passamos vários anos sem que se ocorressem passagens para o outro lado de parentes, de familiares. Mas o TEMPO é frio, nada calcula, apenas avança cada vez mais, e inexoravelmente. Há anos comecei a notar e a dar a devida importância às nossas existências, assim como para as partidas de familiares, amigos, que nos deixaram. Diferentes idades, motivos diversos, explicações múltiplas, mas de nada adianta. A única coisa a fazer é aprender e ter a real consciência de que iremos partir um dia. Todos nós! Eu, você, e todos que nos cercam. E todos os dias nós assistimos ao desembarque do Trem da Vida de amigos, amigas, personalidades que conhecemos: artistas ou simplesmente de pessoas de nosso cotidiano.

Ao visitar um museu Egípcio recentemente, em uma viagem à Europa, passei a observar as múmias, seus objetos, suas crenças, procurando imaginar, ou melhor, vislumbrando exatamente o que aquelas pessoas foram. Tiveram o seu mundo, praticaram seus hábitos, viveram, sonharam e executaram as tarefas mais simples que todos fazemos até hoje. E há milhares de anos se foram... Para onde? Mistério. Adotavam crenças de que levando pertences ao seu redor isso poderia lhes ser útil.

Como encarar a passagem? Admiro demais as pessoas que encaram a morte de forma natural. Perdi meus avós, todos os meus tios, meus pais e inúmeros parentes e amigos. A saudade de cada um fica para sempre, as lembranças também. A presença de meus pais, por exemplo, é uma constante em minha vida. A dor da partida deles foi enorme, mas a partir dessa perda grande comecei a sentir todas as partidas, mas sem aquele lamento mórbido. Apenas meditando, ponderando, e tentando aprender mais um pouco aqui nesta terra para ver se consigo melhorar um pouco mais o meu espírito, porque tenho convicção que este viverá para sempre. Não me perguntem como, detalhes.  Se eu pudesse ser atendido em minhas pretensões, pediria que a minha passagem fosse rápida, apenas isso. Mas sei que nada sou para merecer de Deus este pedido. Tudo ocorrerá como o Plano Geral previu.

Por último quero lembrar meu pai, Alberto Ribeiro da Silva, que nos deixou fisicamente em 2001, quando falando sobre as coisas da vida dizia não ter medo da morte, mas sim que teria muita saudade de tudo daqui. Na época que ouvia isso da parte dele não interpretava corretamente e ficava meio confuso. Mas agora, com mais idade e talvez com mais alguma sabedoria, chegou a mesma e óbvia conclusão de que também sentirei saudade desta curta temporada, na qual fiz de tudo um pouco e tive boa vontade ao tentar fazer de minha planilha espiritual a mais positiva possível, logicamente dentro de minhas imperfeições.

Assim, não sei quando, mas quando me for sentirei saudades de todos vocês!


sábado, 19 de janeiro de 2019

Forças reativas interferem em nossas mentes!

Como os seus pensamentos agem durante seu sono? Eu tenho muitas dúvidas, mas também aprendi conceitos importantes sobre aspectos analíticos e aspectos reativos e como eles interferem em nossa mente. Sabe quando você acorda por algum motivo inesperado e começa a pensar em algo que não sai mais de sua cabeça? E daí você perde o sono? Dificilmente isto acontece comigo, mas já tive algumas experiências deste tipo muito interessantes. Este texto não contém muitas figuras, mas um conteúdo que você deve captar! Siga adiante se quiser saber como agir! Aprenda um pouco sobre sua mente analítica e sua mente reativa, que fica em seu subconsciente.  

Há tempos eu li um texto sobre Dianética, que é uma ciência que trata da interferência da mente sobre o corpo. Tive um aprendizado que não esperava em pouco tempo! Em determinada parte o autor mencionava que em dezesseis linhas iria ensinar algo surpreendente! E eu prestei atenção e até hoje não esqueço e vou repassar para vocês. Trata-se do seguinte: quando você está em uma situação difícil, um problema para resolver, alguma dúvida e não sabe direito o que fazer, o seu cérebro começa a fazer interpretações de aspectos reativos que estão em sua mente e deste modo interfere em você, ou pelo menos tenta interferir. Quer um exemplo?

Se você está em dúvida se vai ou não a determinado local, um passeio na praia ou uma viagem, logo aparece um pensamento que diz para que você faça aquela viagem e por vezes, em sequência, outro dizendo ao contrário! E então começa o que se pode chamar de uma discussão mental entre você e os dois pensamentos que lhe falam. O segredo quando isto acontece é você identificar o fenômeno, a “discussão” entre os pensamentos e você de forma que você possa falar para cada um deles, mentalmente, ordenando: “Parem! Quem manda aqui sou eu, ou quem vai decidir sou eu!” E pronto, fim de papo! A paz retornará à sua mente, a calma nos pensamentos também. Assim você terá dominado os aspectos reativos e assumido efetivamente o controle de sua mente.

Mas isto deve ser praticado como um exercício, treinado e acompanhado por você mesmo. Lembre-se que após instantes, horas ou dias, a mesma ocorrência mental pode retornar a você, com as diferentes ideias tentando lhe convencer de algo! E o ciclo terá início novamente. Faça da mesma maneira, diga: “De novo! Eu é que irei decidir sobre isso...” E tudo voltará ao normal. Com a prática e disciplina mental isto vai se tornar automático e suas defesas cerebrais atuarão livremente para deixá-lo mais tranqüilo.

Tudo funciona como se os seus aspectos analíticos e protetores tivessem uma ideia e outros tentassem dissuadi-lo do assunto em questão. Na realidade não existe nenhuma discussão de fatores externos a você. Tudo parte dos aspectos, prós e aspectos contra existentes nas suas conexões cerebrais. E no centro, se você não perceber, poderá entrar em pânico sem saber o que fazer ou decidir. Tente colocar isto em prática, poderá ser muito útil em sua vida. Para mim tem ajudado muito! 


sexta-feira, 18 de janeiro de 2019

Como os sentimentos têm início?

Muitas pessoas tratam diariamente deste assunto. Jovens, adultos, professores, psicólogos tentam se aproximar das origens dos sentimentos, descrevendo sensações, identificando possíveis carismas, químicas existentes em nossos corpos e também em nossas mentes. E a palavra “amor”, onde se insere neste contexto? 

Em minha modesta análise e experiência, obtida da própria vida, pela observação dos comportamentos, através de leituras diversas, cheguei a uma conclusão de que o Amor simplesmente existe, mas não da maneira que os poetas o interpretam! E ele está na mente das pessoas, esperando por sua vez as conexões certas para ser despertado. Mas não podemos descrevê-lo simplesmente como algo científico ou mesmo comportamental. Porque afirmo isso? Por considerar que diferentes tipos e maneiras em que o amor aparece diariamente. Podemos (e devemos) amar o nosso próximo em geral, ter um amor por uma irmã, por um pai ou pessoa da família, assim como de igual modo podemos ter este amor em relação a uma amizade. Pode parecer confuso, mas é assim mesmo: é difícil sentir, entender e de compreender o significado do amor. Portanto evito usar a palavra indiscriminadamente e assim poder adaptá-la de acordo com as afinidades que possuímos com as pessoas, com as nossas atividades, até mesmo com nossos animais de estimação! Há que se considerar ainda que o amor não é perene, interrupto, do mesmo modo que a felicidade. Não somos felizes para sempre, mas atravessamos momentos muito bons e alguns nem tanto.

Ao expressar estas ideias para uma amiga, que concordou plenamente comigo, houve o interesse por detalhamentos de ambas as partes e as coincidências ficaram evidentes. Acredito que tudo tem por base as afinidades, o gostar das mesmas coisas. O nível de afinidade certamente ajuda na conjunção do tal amor e atua como facilitador das amizades. Com as redes sociais é fácil notar por quem nós sentimos maior ou menor atração em um variado conjunto de sentimentos. De forma que essas afinidades com toda certeza são fatores decisivos para que haja uma maior aproximação entre os indivíduos.  

Mas e sobre o início deste tipo de sentimento carinhoso e terno? Acredito que tudo se origina de conexões mentais. Ou seja, você primeiramente conhece e se aprofunda em uma mente através de demonstrações emanadas do próprio espírito, quer pela maneira de tratar, quer pelo jeito de falar ou de escrever. Tanto é difícil entender isto como explicar através de palavras. Mas sinteticamente é isto que ocorre. Os fenômenos decorrentes de empatia devem ser observados em todos os processos. Cada pessoa é única, não devemos esquecer-nos disto. Existem casos em que nos inícios de relacionamentos profissionais pode aparecer “do nada” um tipo de aversão, uma impressão de que determinada pessoa não “combina” com você, é antipática aos seus olhos. E com o tempo, mas necessariamente através do contato interpessoal a situação pode mudar radicalmente! As aparências enganam, já diz o verdadeiro ditado. Às vezes somos surpreendidos com mudanças gradativas em nosso relacionamento com alguém, de forma que passamos a simpatizar aquela pessoa, a gostar, a admirar o que antes seria impossível.

Não existe fórmula ou descrição correta para o Amor. E ponto final. Eu acredito que é assim. Existem várias afinidades que concorrem para que as pessoas se gostem, se admirem e convivam bem. Estas afinidades, conjuntamente, fazem com que os espíritos se aproximem e passem a compreender melhor o seu próximo.

Sempre gostei de uma canção intitulada Começo, Meio e Fim, da excelente banda Roupa Nova, que diz: A vida tem sons que pra gente ouvir, Precisa entender que um amor de verdade, É feito canção, qualquer coisa assim, Que tem seu começo, seu meio e seu fim. A vida tem sons que pra gente ouvir. Precisa aprender a começar de novo. É como tocar o mesmo violão. E nele compor uma nova canção!

Dedico estas poucas linhas para todos aqueles que amo de verdade, ou seja, da forma que acredito que tudo acontece e que tentei expressar a meu modo, com muito amor.