quinta-feira, 10 de dezembro de 2020

Série: TV Ceará, Canal 2 - Capítulo III

 

Série: TV Ceará, Canal 2 - Capítulo III

                                   * João Ribeiro da Silva Neto


Breve histórico da TV Ceará

A TV Ceará Canal 2, dos Diários Associados foi fundada em 26 de novembro de 1960, sendo a primeira emissora de televisão do Ceará e uma das primeiras do Nordeste. Após vinte anos de existência e produção de inúmeros programas, lamentavelmente foi extinta em 1980. Um período que deixou muitas saudades e lembranças para todos e que revelou inúmeros artistas cearenses, inclusive para a cena nacional. 

De minha parte também foi uma época marcante, pois em minha vida musical participei de dois programas da emissora, como músico do Conjunto Musical Big Brasa e também produtor musical. Pude conhecer muitas pessoas do meio artístico e fiz muitos amigos. E compartilho tudo com vocês para juntos recordarmos estes bons tempos.

Com uma programação variada a TV Ceará Canal 2 revelou diversos talentos através do teleteatro, novelas, jornalismo e programas locais, como o Show do Mercantil e o Studio 2, dos quais participamos por quase sete anos, com o nosso saudoso Conjunto Musical Big Brasa. Na fotografia ao lado, em frente ao prédio da TV Ceará, estão os seguinte componentes do Big Brasa: Lucius Maia, e por trás do bonito carro, Adalberto Lima, João Ribeiro e Severino Tavares. Há alguns locais com muitas informações sobre a Televisão Ceará, como o site Fortaleza Nobre, de nossa grande amiga Leila Nobre. Também um pouco da história na Wikipédia.

Nesta série, entretanto, gostaria de transmitir para vocês informações e impressões de minhas próprias vivências, pelos corredores, estúdios, programas da TV Ceará, contatos com praticamente todas as equipes de produção e técnica, motivo deste documento. Fatos talvez interessantes para muitos e um toque na memória de outros que também estiveram comigo nesta jornada.   

Muitas lembranças da TV Ceará, Canal 2

Tempos marcantes em minha memória, de quando trabalhei na TV Ceará Canal 2 com o nosso Conjunto Musical Big Brasa! Ao idealizar esta série, nos diversos capítulos o leitor verá fragmentos do acervo do Conjunto Big Brasa, assim como tudo aquilo dos programas de televisão que participamos, e também alguns trechos de meus três livros sobre o Conjunto Big Brasa e a minha Vida Musical (1999 e 2017), com destaque para as participações nos programas de televisão, além de incluir também algumas imagens encontradas na Internet e outras pertencentes ao acervo Big Brasa.

Em minhas lembranças estão os nomes de pessoas que ficaram firmemente marcados, dos quais relaciono alguns ilustres, como o da própria Ayla Maria, Neide Maia (que foi uma gentil admiradora de todos que integravam o Conjunto Big Brasa), Karla Peixoto, Emiliano Queiroz, Antônio Mendes (Toinho), Emiliano Queiroz, Ary Sherlock, o Aderson Maia (“Dedeco”, na época diretor de imagens) João Ramos, Marizete Batista, o apresentador Augusto Borges, dentre outros.

Esta série continuará no Capítulo IV com mais fatos e memórias interessantes sobre a TV Ceará, contendo os seguintes tópicos:

- Os amigos da parte técnica

- Os diretores de imagem e os operadores de câmeras


(*) Nota: esta série tem os créditos autorais pertencentes a João Ribeiro da Silva Neto (Beiró), músico instrumentista, de formação acadêmica, Sonoplasta e Produtor Musical, dirigente do Conjunto Musical Big Brasa, de Fortaleza, Ceará. O autor, como escritor, produziu também três livros sobre a Música no Ceará no período da Jovem Guarda, nos quais discorre sobre a Música em sua vida e sobre a participação do Conjunto Musical Big Brasa no cenário musical cearense. 

sexta-feira, 4 de dezembro de 2020

Série: TV Ceará, Canal 2 Minhas lembranças pessoais. - Capítulo II

  

Meu primeiro contato com a TV Ceará, Canal 2!

Quando cheguei a Fortaleza, procedente de minha cidade natal São José dos Campos, em São Paulo, meus pais moraram inicialmente no Bairro de Fátima, perto do Colégio Nossa Senhora das Graças. Pouco tempo depois nos mudamos para o bairro 13 de Maio, na Rua Mário Mamede, por trás da Igreja de Nossa Senhora de Fátima, na Avenida 13 de Maio. Em outro período dos primeiros anos moramos perto da Igreja da Sé, em um edifício de apartamentos frente ao antigo Arcebispado.

O passeio para conhecer a televisão do Ceará!

No ano de 1962, com dez anos de idade, lembro que meus pais me levaram para conhecer a televisão, na Aldeota, em Fortaleza – A TV Ceará, Canal 2, da extinta Rede Tupi de Televisão. Os traços de memória desta época se mantiveram, por serem marcantes. Lembro que estive na entrada da TV Ceará (ver no rascunho da planta baixa por mim desenhada) e lá me mostraram uma grande artista local, que estava saindo (era a brilhante cantora Ayla Maria, que mais tarde, quando jovem, eu viria a acompanhá-la inúmeras vezes com o nosso saudoso Conjunto Big Brasa e também outras vezes pessoalmente, com o violão, no Teatro José de Alencar e em outros locais de apresentação. Vale dizer que poucas residências possuíam televisores e que a tecnologia foi se expandindo gradualmente.   

Fiquei encantado com aquele passeio e por ter conhecido a televisão de Fortaleza, lógico que apenas na parte da frente e entrada da emissora, passeio demais interessante para mim.  A entrada já era pela Avenida Antônio Sales. Logo na chegada a visão da torre de transmissão, com 108 metros, muito imponente. Achei o prédio da TV Ceará muito bonito e lembro bem que possuía um jardim e uma bela iluminação. Além disso, ressalto que tive a sorte de ter conhecido uma das principais cantoras do Ceará, a Ayla Maria.

Em São José dos Campos nós já possuíamos televisão desde 1956, sendo que em 1959 visitei e apareci como figurante em um programa infantil em São Paulo, Capital, convidado pelo meu saudoso tio e xará João Ribeiro da Silva Filho (o Tio João, que futuramente seria o embaixador do Big Brasa em São Paulo, nos ajudando na aquisição de equipamentos). Tio João trabalhava naquela época nos estúdios Vera Cruz. E agora, após tantos anos, estamos rememorando algumas lembranças com todos vocês.

Esta série continuará no Capítulo III com mais fatos e memórias interessantes sobre a TV Ceará, contendo os seguintes tópicos:

- Muitas lembranças da TV Ceará, Canal 2

- Breve histórico da TV Ceará

(*) Nota: esta série tem os créditos autorais pertencentes a João Ribeiro da Silva Neto, o (Beiró), Músico instrumentista, de formação acadêmica, Sonoplasta e Produtor Musical, dirigente do Conjunto Musical Big Brasa, de Fortaleza, Ceará. O autor, como escritor, produziu também três livros sobre a Música no Ceará no período da Jovem Guarda, nos quais discorre sobre a Música em sua vida e sobre a participação do Conjunto Musical Big Brasa no cenário musical cearense.

 

quarta-feira, 2 de dezembro de 2020

Série: TV Ceará, Canal 2 - Minhas lembranças pessoais. Capítulo I

                


CAPÍTULO I

O tempo passou, mas as lembranças ficaram!

Os registros da época sobre a TV Ceará Canal 2 são escassos, porque não se tem mais conhecimento de vídeos ou filmes do período, ainda mais por em seu princípio não existia a tecnologia do videotape. Sabedor disso eu, João Ribeiro, senti a necessidade de compartilhar com todos vocês os momentos e traços de memória de minha vivência nos anos que participei naquela emissora de televisão com o Conjunto Musical Big Brasa. E assim, depois de algum planejamento para organizar as lembranças iniciamos esta série, que compartilho com todos vocês.   

Como era o prédio da TV Ceará, você sabe?

Após muitas buscas na Internet na tentativa de conseguir uma planta baixa do prédio, nada encontrei a respeito. Seria necessária uma planta baixa das instalações da TV Ceará para ilustrar os fatos!

Projetei então um simples rascunho da planta baixa do prédio onde funcionou a TV Ceará e a Ceará Rádio Clube, na intenção de fornecer uma ideia bem acentuada de como era o prédio, as instalações, os estúdios, o auditório etc. Esta planta baixa será utilizada em outras publicações, para melhor ilustrar os detalhes.
(figura abaixo).


No decorrer desta série procurei relembrar o pessoal que convivemos, nos diversos aspectos e nossas experiências musicais à frente de dois programas da TV Ceará (Show do Mercantil e Studio 2).
Aqueles que participaram da televisão certamente vão reviver muitas passagens interessantes, ao passo que os que não conheceram podem ter uma ideia muito precisa de como tudo acontecia na TV Ceará Canal 2. 

Da TV Ceará Canal 2 nós ainda temos em acervo fotográfico de nosso Conjunto Big Brasa na torre da televisão, imponente, com seus 108 metros de altura, a qual após o encerramento das atividades da emissora foi desmontada e retirada. Temos conhecimento que a maior parte dos registros da TV Ceará, quando foi extinta, foi perdida, o que é lamentável. Um acervo que poderia ter sido preservado para o bem da cultura cearense. Em quase todos aqueles anos iniciais não havia ainda as gravações em videotape. E quando chegaram as primeiras máquinas de VT as fitas para gravação eram poucas e os programas gravados eram apagados em gravações posteriores. E assim se perdeu quase tudo mesmo, infelizmente. Mas nesta série de artigos muita coisa valiosa para a nossa cultura musical será apresentada, como uma contribuição para as lembranças da TV Ceará, Canal 2.

Esta série continuará com mais fatos e memórias interessantes sobre a TV Ceará. 

(*) Nota: esta série tem os créditos autorais pertencentes a João Ribeiro da Silva Neto, o (Beiró), Músico instrumentista, de formação acadêmica, Sonoplasta e Produtor Musical, dirigente do Conjunto Musical Big Brasa, de Fortaleza, Ceará. O autor, como escritor, produziu também três livros sobre a Música no Ceará no período da Jovem Guarda, discorre sobre a Música em sua vida e sobre a participação do Conjunto Musical Big Brasa no cenário musical cearense. As obras foram lançadas respectivamente em 1999 e em 2017, quando o grupo completou cinquenta anos de fundação. Em 2020 gravou o Álbum Momentos, com suas canções autorais inéditas, para registro de amigos e de familiares.  


quarta-feira, 21 de outubro de 2020

Onde encontrar Deus?


Onde encontrar Deus?
 
Uma eterna procura da humanidade para o Significado e sobre Onde poderíamos
encontrar Deus desde as eras mais remotas da existência do homem na Terra, sob múltiplas perspectivas. O significado de Deus (ou dos deuses) para os egípcios, por exemplo, poderão ser totalmente refutados por nós em tempos atuais. Entendo que a representação de múltiplos deuses para eles se resumia ao próprio e natural desconhecimento sobre o assunto. E prefiro enxergar o óbvio: que esse conjunto de deuses representaria para todos eles um único Deus.
 
Com referência à chegada de Jesus Cristo ao nosso convívio existem incontáveis textos escritos por religiosos, teólogos, sacerdotes e outros estudiosos do tema, buscando uma explicação difícil, em primeira análise, mas ao mesmo tempo fácil ao observarmos outros fatores e pontos de visão. Sabe-se que as traduções dos textos sagrados foram muitas, as diferenças entre as linguagens e as diferentes interpretações ao longo dos séculos, podem nos confundir analiticamente sobre alguns conteúdos.
 
Sobre minhas crenças, fui criado em uma família católica e quando novo procurava seguir os ritos e os procedimentos a mim transmitidos de forma muito fiel. Ao passar dos tempos as necessidades de maiores conhecimentos foram aparecendo e ao lado delas, uma busca incessante sobre os entendimentos sobre Deus. Após algum tempo deixei algumas práticas do catolicismo e passei a procurar respostas para uma série de questionamentos sobre a nossa vida, de onde viemos, para onde iremos e como seria este nosso Deus. É importante frisar que nunca cessei minha fé em Deus e nem minhas orações diárias.
 
Saindo da juventude li integralmente um livro intitulado Deus, de mais ou menos 500 páginas, com perguntas, respostas, associações diversas sobre como seria Deus. Foi como uma navegação exploratória por um terreno muito especial e desconhecido. E como resultado eu cheguei a uma conclusão própria ainda mais simples, ao final daquela extensa leitura: o homem não pode explicar o que é Deus. Não tem condições de penetrar nos mistérios divinos. Por outro lado, ao longo da vida procurei conhecer também a literatura básica sobre o Espiritismo, do qual gostei de muitos conceitos, que assimilei em parte até hoje.
 
Em princípio, ainda na juventude, adotei uma linha de oração na qual eu mesmo procurava estabelecer uma figura para Deus, de acordo com os assuntos temas de minhas orações. Se o tema fosse bem sério, por exemplo, visualizava Deus como um senhor bem vivido, como um avô celestial, talvez, no sentido de que Ele me aconselhasse. Por outro lado se os temas de minhas orações eram mais modernos ou joviais eu percebia a figura de Deus como um amigo incondicional e toda a conversa dirigida a Ele era em linguagem e tom igual ao da minha idade naquele instante. Este processo funcionou até quando percebi e assimilei que Deus não possui aparência, não é físico e como um Ser espiritual está presente em todos os locais onde estivermos. Assim, Deus não tem idade, raça, sexo, cor, tamanho, idade e nenhum dos atributos que podem ser utilizados para se usar em nós mesmos, os seres humanos.
 
Há que se diferenciar de forma bastante clara que Deus independe das religiões, indistintamente, que foram criadas e organizadas pelos homens, com todos os acertos, mas também com todas as suas imperfeições. Mesmo admitindo a inspiração divina para os diferentes escritos sagrados devemos ao mesmo tempo, em meu entendimento, analisar e admitir as inúmeras possibilidades de contradições, motivadas pelo tempo, a falta de documentação, traduções, os interesses de cada período etc.
 
Jesus Cristo
 
Uma figura nitidamente emblemática para quase todos nós é a de Jesus Cristo, uma pessoa que teve uma vida admirável, justificada pelo fato de que até hoje, cerca de mais de dois mil anos após sua passagem terrena ainda O tenhamos como uma referência exemplar. Cercado pela arrogância, ignorância, inveja de muitos sacerdotes e governantes que existiam em Sua época, Jesus enfrentou adversidades enormes e após uma vida dedicada ao próximo e ao preparo de seus seguidores, foi crucificado cruelmente pelos homens. Tenho Jesus Cristo como um emissário divino que veio até nós para tentar nos salvar e que deixou sua clara mensagem de como conseguir paz e serenidade em nossa vida terrena e futuramente na vida eterna. Sinto externar meu pensamento de que se Jesus Cristo se apresentasse novamente nos momentos atuais, as dificuldades poderiam ser ainda maiores, as acusações seriam as mesmas e a humanidade não o aceitaria novamente. Somos uma raça ainda pouco desenvolvida espiritualmente para empregar os ensinamentos e leis divinos, que em sua totalidade apontam para o respeito do próximo, de nossos semelhantes.
 
Mas, voltando a Deus, representado aqui pela palavra de Jesus Cristo, cada vez mais fico convicto que Ele está em nossos corações, em nossa mente. Como Ele próprio nos deu o livre arbítrio, podemos ou não aceitá-Lo. Dentro das deficiências humanas o trato com nossos semelhantes está muito a desejar melhorias e aperfeiçoamentos de toda ordem. O orgulho, a inveja, a intolerância, a discriminação, o julgamento, a ira, são alguns dos nossos piores defeitos.
 
Caso você esteja em frente a uma casa, fechada e não tocar a campainha, não bater palmas e nem chamar o nome de quem deseja falar, dificilmente será ouvido! Portanto, Deus se faz presente em nossas vidas a partir do momento em que O invocamos e a Ele pedimos auxílio. Certamente Deus nos ouvirá nestes momentos. Uma questão sobre a ter um pedido atendido ou não em determinado assunto, foge ao nosso entendimento e se mistura ao livre arbítrio e a outros fatores que também não estão sob nossa compreensão.
 
Deus, assim, é completo, é tudo! Deus nos perdoa, nos orienta, acalma nos momentos mais difíceis e nos dá forças para uma vida plena. E Jesus Cristo é um ser de Luz, que nos trouxe vários ensinamentos e procedimentos de vida que podem nos ajudar a alcançar a paz e a serenidade em nossa vida na terra e também em nossa futura vida. Basta perseverarmos, errando, corrigindo nossos erros, perdoando o nosso próximo e praticando o bem. E o principal: devemos estar sempre preparados para a nossa Grande Viagem, pois o último mistério para a raça humana é o fim de nossa vida terrena e a Passagem para a eternidade.
 
Uma das frases atribuídas no Evangelho de João a Jesus Cristo é: “Na casa de meu Pai há muitas moradas”, que dentre as inúmeras interpretações que foram escritas, me permito participar, com o entendimento de que as “muitas moradas” a que se refere Jesus Cristo significam os diversos e diferentes níveis que poderemos estar em nossa futura vida espiritual, tudo de acordo com o que foi preparado por nós mesmos em nossa rápida passagem pela terra.
 

quarta-feira, 9 de setembro de 2020

Marcas indeléveis para a humanidade

O ano de 2020 se tornou inteiramente atípico e que jamais será esquecido pela humanidade. Inicialmente com muitas e boas expectativas para os brasileiros, começou logo com o Carnaval, festa popular e com larga propaganda no mundo, logicamente com todos os excessos e a loucura desenfreada de muitas pessoas, que fogem de tudo o que diz respeito ao bom-senso. Mas a triste surpresa chegaria pouco mais adiante com as notícias de um novo vírus, que em pouco tempo se alastrou por todo o planeta. E repentinamente foi nos chegando uma enorme transformação, o medo do desconhecido, a insegurança de todos e a mudança de hábitos que presenciamos e vivemos até os dias atuais, com a declarada pandemia que ainda persiste, mesmo passados sete meses. Uma doença rápida que se propaga de forma rápida e dizima as pessoas sem parar.   

Que somos nós na humanidade?

Para a ciência, pesquisadores, médicos, um combate inesperado e sem preparo específico nenhum. Não se conhecia o inimigo. Uma luta inicial completamente desigual, como se um exército enfrentasse um adversário invisível, mas extremamente destruidor. Milhares de baixas em quase todos os países, cenas que jamais pensaria assistir. E dia após dia as batalhas se sucederam com cada vez mais derrotas que a humanidade sofreu. E aqui cabe uma pequena reflexão sobre nossa existência, no sentido da fraqueza extrema de nossa vida terrestre, as limitações do ser humano ante um inimigo muito pequeno, invisível a nossos olhos, mas que impiedosamente prossegue ceifando milhares de vidas.

Enquanto bilhões foram gastos em todo o mundo para que o homem descubra se existe água em Marte ou pesquisando imagens de longínquas galáxias ou mesmo desenvolvendo projetos armamentistas sob o argumento de suas defesas contra a própria espécie, o homem continua sem conhecer o seu próprio cérebro, não consegue descobrir a cura para o câncer, pouco conhece o que existe em nossos mares. Isto para se falar o mínimo sobre os supérfluos que usamos em nossas vidas. As tecnologias tiveram um avanço enorme, mas de nada valeu ainda para esta guerra contra o novo vírus. Enquanto milhões de turistas viajavam pelo planeta com extrema facilidade e rapidez, agora contribuíram para que o vírus tivesse uma propagação absurdamente rápida e fatal.

Milhões de baixas

Pelo mundo inteiro os noticiários estampam, dia a dia, a quantidade de baixas sofridas pelos seres humanos de todas as localidades, independe de condição social, raça, sexo, tendo agredido mais os idosos naturalmente por suas maiores fragilidades decorrentes da vida. São incontáveis baixas que tivemos e aqui vai o nosso pesar por essas pessoas e pelo sofrimento de suas famílias. Ainda estamos diante de um quadro inesperado e assustador, do qual aprendemos um pouco para a continuação deste combate desigual.

Uma parte da população atravessou momentos de isolamento, tendo que ficar em casa para não se encontrar com o inimigo, com roupas, mas sem poder usá-las, com carros, mas sem poder sair de casa. Isto no melhor cenário porque outra parte de nossas sociedades, particularmente as de menor condição social, tiveram seus empregos suprimidos e sua situação agravada em razão da pobreza. Além das baixas vale dizer que as mudanças sofridas por milhões de pessoas aprisionadas, com o temor da morte e do contágio, trouxeram traumas que levarem muitos à depressão, além de todas as outras maléficas consequências. 

Prejuízos para todas as áreas

A Saúde, em primeiro lugar, pelas dificuldades em enfrentar o inimigo; a Economia com sua queda em todos os países, a Educação com as novas experiências sobre a continuidade do tele-ensino. Estes são alguns dos aspectos que mencionamos, sabendo que as consequências do problema levarão muitos anos sendo estudadas.

A luta travada pelos gestores mundiais e pelos cientistas para reorganizarem os seus combatentes, em visível estado de derrotas constantes, se alastrou. O mundo nunca mais será o mesmo. Pelo lado dos profissionais da saúde, nossos soldados da linha de frente, as dificuldades ainda estão sendo enormes, por não conhecer o inimigo mortal e nem possuir armas eficazes para um efetivo combate. E assim as baixas ocorreram em número incalculável.

A ciência corre atrás do enorme prejuízo. Esperamos agora mais armas, como as vacinas, para o enfrentamento dessa doença. Todas as nações mais desenvolvidas estão trabalhando para encontrarem uma saída para o problema.

Uma marca indelével para a humanidade

Sem dúvida, uma crise de saúde mundial que jamais será esquecida. E que forçosamente trouxe mudanças para todos nós.

E uma conclusão, apesar de óbvia, se robusteceu: nossa vida é muito frágil! E por isso mesmo temos que rever alguns de nossos conceitos em relação a nós mesmos e no tratamento de nossos semelhantes, para que possamos evoluir um pouco nesta nossa célere passagem aqui pela Terra.

João Ribeiro da Silva Neto

 

sábado, 16 de maio de 2020

A Igreja de Nossa Senhora de Fátima, em Fortaleza - Ceará

 

Sobre a origem histórica da Igreja de Fátima vale mencionar as Aparições de Nossa Senhora de Fátima, que ocorreram em 1917 quando Lúcia dos Santos e os seus primos Francisco e Jacinta Marto, popularmente chamados de "Os Três Pastorinhos", afirmaram ter presenciado seis aparições de Nossa Senhora no lugar da Cova da Iria, na cidade de Fátima, em Portugal.
 
Em Fortaleza, Ceará, como homenagem a Nossa Senhora foi construída a linda Igreja de Fátima, localizada na Avenida 13 de Maio, um marco representativo e também uma referência a Nossa Senhora de Fátima. Este texto não tem nenhuma pretensão história e simplesmente narrar minhas ligações com a Igreja de Fátima e compartilhar com os amigos e familiares. 
 
Minha chegada a Fortaleza
 
Logo que cheguei de São José dos Campos, São Paulo, onde nasci, moramos inicialmente em uma casa que ficava em uma rua lateral ao Colégio Nossa Senhora das Graças, por indicação de minha saudosa tia Irmã Margarida, que hoje não mais está entre nós fisicamente. Tia Freira, como eu a chamava, era pertencente à Ordem Cordimariana. O Colégio teve a sua origem no Benfica, com a denominação inicial de Ginásio Americano. Em 1950 as Religiosas da Congregação das Filhas do Coração Imaculado de Maria assumiram a direção e em 11 de fevereiro de 1958, transferiram-se para o bairro de Fátima, a fim de atender as necessidades da infância e da juventude de um bairro (Bairro de Fátima) que nascia sob as bênçãos da Virgem de Fátima.



Pela proximidade de nossa residência e pelo fato de a minha “Tia Freira” (Irmã Margarida) ser professora eu frequentava muito o Colégio Nossa Senhora das Graças, sendo alvo de atenção das alunas e outras irmãs que pediam para que eu pronunciasse a palavra “Fortaleza”, dissesse o nome “vermelho”, tudo para curtirem as diferenças do som da letra “R” no sotaque paulista. Lembro que cada irmã tinha um chamado especial, como um código, que era acionado pela recepção através do toque de um sino. Com esse código, cada irmã podia ser localizada facilmente e se dirigir até a Secretaria. Uma boa, inteligente e simples forma de comunicação, quando nos reportamos ao ano de 1962. Posteriormente nos mudamos para um apartamento quase ao lado da Catedral da Sé, em frente ao Arcebispado. Minha Tia Freira chegou a me levar para um retiro, não lembro exatamente em que ano, durante um período de carnaval. Fui então passar dois dias com as freiras e alunas do Colégio Nossa Senhora das Graças. Lembro que na localização foram instaladas camas de campanha de lona, cedidas pelo Exército, instituição amiga, pelo fato de ela própria, Irmã Margarida, tinha um irmão Cel. do Exército, em Lorena e muitos outros familiares militares. E passei esse tempo, com uma máscara de zorro e com um revólver de brinquedo (foto acima).
 
E mais adiante nova mudança, desta vez para a Rua Mário Mamede, por trás da Igreja de Fátima. Era uma vila de casas e tinha bons amigos para brincar, como o Carlos Henrique e o Mourão (que atualmente é médico em Fortaleza), mas que nunca mais tive contato. Chegamos a morar também em um apartamento no final de Costa Barros, bem em frente ao Arcebispado e muito próximo da Catedral da Sé. 

 
Pois bem, pela proximidade da Igreja de Fátima, a minha “Tia Freira” logo me colocou para fazer o catecismo. Era o saudoso Padre Gerardo que nos ensinava as orações e nos preparava para a primeira comunhão, que fiz lá mesmo (fotografia, em nossa casa na Mário Mamede).
 
Em um dia 13 de Maio, salvo engano o do ano de 1962, ela fazia parte da equipe que organizava a procissão, saindo da Igreja do Coração de Jesus, no centro de Fortaleza, até a Igreja de Fátima. Eu participei dessa procissão, a pedido da Tia Freira, em uma camionete aberta, não lembro mais o tipo, paramentado simbolicamente de anjo.
 
Na Igreja de Fátima existiam meus colegas vizinhos que ajudavam as missas e que eram coroinhas. Eles me chamaram para eu participar e eu aceitei. Tinha que aprender as respostas em Latim. A disputa por quem ajudava mais missas era grande. Minha batina de coroinha era a menor, de número 1 (toda vermelha, com uma parte branca por cima, mas não sei mais os nomes das vestimentas).
 
Peripécias e artes de criança
 
Apesar de muito concentrado nas atividades, nós por vezes pedíamos para comer as hóstias que ainda não tinham sido consagradas! Imaginem...
 
E em uma das novenas, na Igreja de Fátima, bem em frente ao altar, naquele retângulo enorme, eu ficava em pé, balançando o turíbulo: “O turíbulo é utilizado principalmente nas missas solenes. É um objeto que queima o incenso com a simbologia de que nossas orações subam aos céus, assim como a fumaça do turíbulo, que também sobe aos céus”, explica o Missionário Redentorista,
Fr. Murilo Di Carvalho.

Na preparação do turíbulo, como eu tinha uns doze anos e minha altura não ser adequada para fazer o giro completo pelo ar, a fim de aquecer mais a brasa para que o incenso saísse muita fumaça, eu ficava na porta de trás da sacristia, aproveitando a parte superior e deixando o turíbulo balançar na altura do primeiro degrau da descida, até que conseguisse fazer um “360”, ou seja, girar inteiramente. Esta “operação 360” não era necessária, é claro. Tudo dava certo naquele local. Mas então, na hora “H”, da novena, com o Padre Gerardo celebrando a missa, eu fui tentado a fazer o tal 360 bem atrás do altar. Girei várias vezes até achar que daria certo. E tentei! Fracasso total... O turíbulo rodou, mas na descida bateu um pouco no chão e virou, esparramando toda a brasa. O Padre Gerardo virou, com o barulho, e deve ter pensado na arte que eu tinha feito. Resultado: tive que juntar as brasas rapidamente com as mãos e continuar como nada tivesse acontecido. Acidente de percurso.


 
Primeira Eucaristia e Casamento
 
Foi o local em que fiz minha primeira Comunhão, participei como "anjo" de uma procissão e no futuro viria a me casar. Toquei muitos casamentos como músico profissional e levado por minha tia Maria de Lourdes, quando tinha 11 anos de idade. Nesta belíssima Igreja de Fátima, após alguns anos morando em Messejana, e já tocando guitarra com o nosso Conjunto Musical Big Brasa eu voltei para o meu casamento, no ano de 1973, com o então Monsenhor Gerardo! A solenidade foi filmada pela TV Ceará Canal 2, integralmente e teve partes exibidas durante o programa do Augusto Borges, Show do Mercantil, do qual eu era produtor musical e também músico, com o nosso Conjunto Big Brasa.


 
Nesta oportunidade escolho para homenagear, in memoriam, o Monsenhor Gerardo e minha querida Tia Freira, Irmã Margarida (Maria de Lourdes Brandão).


sexta-feira, 8 de maio de 2020

ENERGIA - Música do álbum Momentos

A música Energia faz parte do álbum Momentos, que transforma um sonho em realidade, pois apresenta minhas composições selecionadas e inéditas. Destina-se a registros dos amigos, parentes e familiares. Os meus agradecimentos para todos aqueles que participaram de minha vida musical.






Direção musical, arranjos e instrumentos
João Ribeiro da Silva Neto "Beiró", (guitarra e teclados, com timbres e sonoridades de acordeon, violão, flauta, cordas e metais)
Gravação, Mixagem e masterização e (efeitos especiais, violão e contrabaixo) Jeovar Maia  
 * Kássia Lopes (assistente de gravação)
 * Jeovar Maia, produtor, mixagem e masterização.
 * Vídeo - João Ribeiro Gravação - Estúdio Big Brasa
Distribuição - Proaudio Studio
Fortaleza, Ceará - 2020