terça-feira, 20 de setembro de 2016

Que tipo de profissional você é?

Uma pergunta que pode ser feita pelas pessoas nas diferentes áreas de atividades. Hoje em dia existem especializações, capacitações, que promovem o nível de conhecimento dos profissionais. Mas isso por si só é suficiente? Como você se comporta no ambiente de trabalho?
Não tenho o poder da verdade absoluta e sim alguma experiência no mercado de trabalho. E posso afirmar que há situações críticas, em especial aquelas que refletem crises no emprego e dificuldades para as empresas se manter com todas as suas obrigações fiscais e com seu quadro de funcionários. Todos ficam ameaçados e buscam saídas para resolver os problemas.

Frente ao perigo de demissões os funcionários devem se perguntar quanto estão servindo para a empresa que trabalha e em que grau poderia ficar empregado durante um período difícil ou ser demitido por questões de economia. Esta avaliação própria o ajudaria a decidir sobre em que poderia melhorar - se fosse o caso - ou que providência a tomar em uma eventual demissão.

A vida profissional

Existem diferentes tipos de pessoas e, logicamente, cada uma com pensamentos e posicionamentos diversos para cada situação. Por exemplo, há funcionários que se dedicam exclusivamente nas atividades inerentes a seus cargos e não fogem deste padrão. Por exemplo, uma secretária ou atendente jamais se proporia a realizar um pequeno reparo na rede elétrica ou verificar a possibilidade de consertar um vazamento de uma torneira, mesmo que para isso fosse necessário fazer apenas uma substituição de peças. Alguns mesmos dizem para os colegas “que não podem sujar as mãos” fazendo aquilo que não é de sua atribuição.

Por outro lado há quem pense exatamente ao contrário sobre este assunto. São aquelas pessoas desprovidas de qualquer tipo de orgulho profissional que as impeça, por exemplo, de limpar sua mesa de trabalho, trocar uma lâmpada, consertar uma extensão elétrica que possibilitar o uso de algum equipamento etc. Estes profissionais, muitas vezes não são reconhecidos pela empresa em um primeiro momento. Mas é claro que suas atividades, seu empenho, sua dedicação pela empresa são observados. E em um momento de dificuldades, quando a empresa tem que decidir sobre demissões, isso pode ser decisivo.

Aprenda o máximo possível

Em meu entendimento sempre achei, desde o início de minha vida e, por exemplo, de meus pais, aos quais sou muito grato, que uma pessoa deve aprender tudo o que for possível de modo a contribuir para o ambiente em que está vivendo, ou no caso trabalhando. E assim o fiz durante todos os locais que trabalhei independente do tipo de serviço executado.

Educação familiar

Quando criança aprendia com minha mãe que tipo de material poderia ser usado para limpar um móvel de madeira, vidros, como proteger fechaduras e dobradiças do desgaste natural etc. E ajudava em casa com a melhor boa vontade. E com o passar dos anos incorporei esta maneira de ser e sempre procedi desta forma. Quando músico, nada me impedia de consertar amplificadores ou mesmo construir caixas de som, limpar os instrumentos e até mesmo de conduzir os meus colegas dirigindo o transporte nas idas e vindas para os bailes. Este foi o reflexo de uma educação que recebi a acho que também por uma característica pessoal. Mais à frente em um serviço completamente diferente da Música, o mesmo acontecia. Na área de Inteligência, como Analista, não me recusava a ensinar como sair de um elevador em pane, com segurança. E de procurar contribuir na área de informática também, apesar de não ser minha obrigação. Nos momentos mais difíceis consegui eu mesmo pintar o meu carro e nele fazer muitos tipos de reparos. Considero que foi extremamente útil para mim e para quem me tinha como funcionário, modéstia à parte.

Atitudes diferentes

Ouvi relatos de conhecidos que simplesmente não admitem a hipótese de lavar um copo, em casa, simplesmente porque têm serviçais para isso. E que “não se formaram para tais tarefas”. Ora, eu penso exatamente ao contrário: quando necessário executo qualquer serviço mesmo não tenha sido formado para tal... E isso sempre funcionou bem comigo. Mas há outras pessoas que não procedem desta forma. E eu respeito plenamente cada escolha pessoal ou profissional, bem como as diferentes maneiras de agir das pessoas.

O ser humano é muito complexo. E dentro desta complexidade existem virtudes, falhas, acertos, deficiências, boa vontade, má vontade etc. E a vida por si só é muito curta e não permite que nos coloquemos em um pedestal em frente a nossos semelhantes. Somos, portanto, muito limitados e podemos avançar muito ainda em nosso desenvolvimento pessoal.

Vale refletir um pouco sobre o tema para se aproximar de uma resposta para o questionamento:

Que tipo de profissional você é?

segunda-feira, 19 de setembro de 2016

O Concurso Garota Portal Messejana

Um projeto social de sucesso

Ideia simples que se transformou em um projeto social de sucesso. O Concurso Garota do mês do Portal Messejana, que viria a se transformar rapidamente em Garota Portal Messejana. O projeto movimentou bastante o Instituto Portal Messejana desde 2008 e sempre teve por objetivo promover a juventude e facilitar o seu acesso profissional como modelo fotográfico ou qualquer outra atividade publicitária na área da moda e de eventos.

Com o incremento das redes sociais, em particular do Facebook, foi criado um grupo intitulado Garota do mês do Portal Messejana. Rapidamente a iniciativa ganhou muitas adesões e milhares de participantes. Tudo muito organizado desde o princípio e ano a ano corrigindo e aperfeiçoando detalhes em seu funcionamento. A satisfação pelos resultados obtidos com as primeiras vencedoras, que se destacaram no mercado publicitário da moda em Fortaleza, deu ainda mais incentivo para o Portal Messejana dar continuidade ao projeto.

O Concurso Garota Portal Messejana

O Concurso se destina, portanto, exclusivamente a garotas que preferencialmente devem residir na Grande Fortaleza ou proximidades da capital cearense. Um trabalho incessante de toda a equipe do Portal Messejana, de selecionar dentre as diversas candidatas inscritas aquelas que representariam o Portal Messejana em cada mês e ao final juntar todas as representantes do ano para a escolha, através de um Concurso, da Garota Portal Messejana. Tudo isso se acrescentando a preparação durante todo o período para o ingresso no mercado de trabalho, através de cursos, palestras, treinamentos, com profissionais especializados.

Para cada candidata houve um deslocamento para ensaios fotográficos em praias leste do Ceará, tudo isso de forma gratuita, de modo a ampliar sua divulgação nas redes sociais. Todo este serviço executado por profissionais da Máxi Vídeo Produções, empresa do Portal Messejana. Além disso, entrevistas individuais foram produzidas para publicação dos perfis de cada candidata, com suas melhores fotos e todos os ensaios fotográficos. E depois de cada ensaio fotográfico uma seleção do material obtido, com o trabalho das fotografias em programas especiais para a posterior divulgação. O lado da segurança e do controle sempre foi observado criteriosamente, em favorecimento de todos os participantes, com todos os deslocamentos autorizados pelas próprias candidatas ou responsáveis no caso daquelas de menor idade. De igual forma quanto à publicação de imagens nas redes sociais, sempre devidamente autorizadas pelas candidatas ou participantes.  

Bons resultados

Vale dizer que desde o começo do projeto Garota Portal Messejana inúmeras participantes conseguiram posição de destaque nos trabalhos que envolvem publicidade, moda e eventos em Fortaleza, o que trouxe grande incentivo para a manutenção da iniciativa, mesmo com algumas dificuldades para sua execução, por vezes, mas que os objetivos nos indicaram o caminho da continuidade desta importante ação social. O apoio das empresas locais, através de brindes e premiações também merece ser destacado, embora não haja nenhum caráter lucrativo do Portal Messejana no projeto. Conhecedoras do alcance social da iniciativa do Portal Messejana, muitas empresas existentes no ramo do turismo também ofereceram premiações e apoio às candidatas nesse período.

De 2008 até 2016 houve um significativo aperfeiçoamento do Concurso, particularmente no desfile final. A repercussão na imprensa foi muito satisfatória.

Destaque especial

Em 2015, a Garota Portal Messejana, Luana Mastrillo, foi indicada para participar do “Concurso Miss Ceará Be Emotion” ficando entre as cinco primeiras candidatas. E hoje ela é referência no mundo da moda cearense, o que muito nos engrandece.

No site Portal Messejana estão todas as referências, entrevistas individuais com as candidatas, regulamentos, instruções e matérias sobre as grandes finais dos Concursos, ano a ano. Fica assim o registro de uma atividade que consideramos muito importante para a área social de Messejana, de Fortaleza e de todo o Ceará.

Neste ano a final do Concurso para a escolha da Garota Portal Messejana 2016 será realizada no dia 28 de setembro, no Grand Shopping Messejana, a partir das 19 horas, com um show de atrações, desfiles de candidatas, música ao vivo.

O evento foi bem divulgado e a sociedade convidada a participar deste grande evento inclusive com a colaboração de 1 quilo de alimento perecível (como nos anos anteriores), para doação à entidades filantrópicas ou assistenciais da área.

Um simples relato de nossa atividade à frente da Diretoria do Instituto Portal Messejana. 


quinta-feira, 15 de setembro de 2016

Metas, um motor para a vida!

Aprendendo alguns segredos da mente

Quando mais novo dificilmente elegia uma meta ou sequer pensava no assunto. O tempo vai ensinando a nós, gradativamente, como se defender de alguns percalços da vida, como melhorar ou abrandar eventuais crises no trabalho ou em qualquer tipo de relacionamento. Eu acho que este assunto vai lhe interessar.

Não resta dúvida que há problemas difíceis, quase insolúveis, mas que podem ser bem administrados de maneira a ficarem suportáveis. Ou muitas vezes os tais problemas nem mesmo existem na plenitude ou na força com que os recebemos ou como nossa mente os trata.

Quem manda em sua mente? Li em uma oportunidade algo que me ensinou uma lição importante para minha vida. Dizia o texto que em dezesseis linhas eu poderia encontrar uma solução inédita em minha vida. E assim o foi.

A lição preconizava que existem pensamentos bons e maus que atuam em nossa mente, algumas vezes chegando mesmo a nos orientar sobre um assunto, uma dúvida, ou mesmo podem nos confundir. Como será possível isso? Chamadas forças reativas falam conosco como se fossem do Bem. E alguns segundos podem nos iludir, como se estivessem do lado do Mal, agindo negativamente sobre nós.

É bem assim, apenas, por exemplo: quando você decide realizar alguma tarefa, sua mente pode lhe dizer “vá em frente” ou “não faça isso”. Neste momento não é você quem está propriamente pensando. Está recebendo cargas de seu lado inconsciente que podem lhe prejudicar. E o que fazer para resolver este conflito? A resposta é simples: pense imediatamente e “grite” de forma mental com aquelas vozes que lhe falam, de forma conflitante, e diga: “parem com isso!”. Quem manda em mim sou eu e não vocês! E medite em seu nome como se tivesse acabando com aquela confusão toda. É muito simples... Após fazer isso você vai sentir que tudo se acalmou e que sua mente ficou mais livre. Você assumiu o comando novamente!

Pratique sempre este exercício

Isto tudo é um exercício, que deve ser repetido todas as vezes que tais fatos ocorrerem. Sua mente dominando os diferentes aspectos reativos que querem mandar em você!

O estabelecimento de metas é importante

Aliado a esta técnica, no dia a dia, você deve traçar metas. Sim, metas de curto, médio ou longo prazo. Mas que ocupem sua mente e seu corpo em tarefas voltadas para o Bem, impedindo que um eventual vácuo provocado por ociosidade no pensar deixe-o cair em uma cilada. Estabeleci neste ano mais uma meta! A de atualizar todos os meus registros escritos, de diferentes épocas da minha vida e organizá-los de forma a publicar um livro. Com que objetivo? O de registrar as ideias, os conceitos, e permitir que eles fiquem compartilhados com pessoas com quem eu convivo atualmente e com outras que talvez possam se beneficiar um pouco com os conteúdos.

Mas existem metas que servem muito bem para nos dirigir na vida. A organização dos documentos de uma casa, planejamento de férias, de passeios e outras tantas atividades que podemos nos valer.

Tente estabelecer metas! Não desista. Mesmo que não consiga alcançar os resultados obtidos pela primeira vez. Os campeões não iniciaram como tais. Os jogadores, técnicos e toda uma gama de profissionais não nasceram sabendo. E sim se aperfeiçoaram com os próprios erros!

quinta-feira, 14 de julho de 2016

O Brasil em compasso de espera...


As necessidades do Brasil são muitas, em diversos setores. E há um sem número de processos criminais, investigações contra doleiros, políticos, administradores, ex-presidente e presidente afastada, empresários, gerentes e funcionários de estatais, construtoras, enfim, gente de tudo que é tipo e categoria, no sentido de pelo menos minimizar a corrupção e corrigir os ilícitos cometidos.

Mas o pior e que vale a pena destacar são os nossos representantes – os políticos, os quais estão em sua maioria preocupados em desengavetar projetos de lei que visam obstaculizar a justiça, dificultar as autoridades nas apurações e investigações. E estes mesmos vivem no dia a dia em uma incessante luta pelo poder, tanto na Câmara dos Deputados quanto no Senado Federal. Temos um presidente afastado, prestes a ser banido dos quadros e outro, no Senado Federal, com vários processos e investigações contra ele tramitando. Mas, como se pode observar é como se nada disso estivesse acontecendo. Todos falam em seriedade, em ética, moral etc. E praticam exatamente o contrário.

Enquanto por um lado temos um presidente interino, que tenta de todas as maneiras evitar o desastre total, no sentido de recuperar os males que atingiu o Brasil deixando-o em uma crise, com milhões de desempregados, deficiências em praticamente todos os setores da conjuntura nacional, há parte da sociedade que ainda insiste em apoiar a forma de governo empregada até o afastamento temporário de Dilma Rousseff através de um processo de “impeachment”.

A sociedade continua assustada e vendo todos os dias as operações da Lava Jato e seus desdobramentos descobrirem mais falcatruas. Quanto mais investigam mais podridão descobrem. É uma lástima que tenhamos chegado a este ponto.

Por outro lado parcela da sociedade tem criticado muito a morosidade da justiça, em especial por parte do Supremo Tribunal Federal, a corte máxima do país, acusando os juízes de parcialidade e protecionismo ao Partido dos Trabalhadores (PT).

É importante dizer ainda que é inadmissível que presos sejam colocados em prisão domiciliar, completamente livres por falta de tornozeleiras eletrônicas. Outros após as delações premiadas ainda são rapidamente liberados para cumprir as suas penas em casa, ou melhor, nas suas mansões, gozando todos os benefícios de um bom clube social.

A diferenciação entre os brasileiros está, também, nisso: enquanto uns gozam dos melhores benefícios das leis, porque têm bons advogados, assistência jurídica total, outros padecem no perverso e falido sistema carcerário brasileiro, com suas mazelas, onde na grande maioria os que ali estão “frequentam” apenas uma verdadeira escola do crime. São obrigados a aceitar regras de facções criminosas e quando voltam para a sociedade o fazem da pior maneira possível, praticamente sem condição nenhuma para o ingresso na vida comum.

Estamos em um compasso de espera! E o pior: em um ano eleitoral onde centenas de maus políticos acordaram depois de hibernar por muito tempo e agora estão ávidos por votos. Qual seria a melhor saída? Talvez a que fizesse uma reforma política verdadeira e que expurgasse os maus política verdadeira e que tornasse os polpolempo e agora esta pior maneira posssuas mansl Federal, a corte m, no sentido de recuperticos e filtrasse melhor os representantes do povo brasileiro. 

quarta-feira, 9 de março de 2016

O Brasil na atualidade e os indicadores que mais nos assustam

Sei que o Brasil enfrentou anteriormente períodos difíceis e conseguiu superá-los. Mas nos últimos tempos não tinha me deparado ainda com uma complicação dessas. E não precisamos esforço para procurar. Difícil é selecionar dentre os setores prejudicados aqueles que estão em pior estado.
 
A Corrupção

Em meu entendimento o mal pior. Enraizado em vários setores da sociedade, no meio político, entre os gestores, os maus empresários, os atravessadores, enfim em uma gama de segmentos. E seus desdobramentos merecem ser mencionados, porque se há um criminoso, por um lado, por outro há aquele que o defende, um outro que tenta comprar sua absolvição e por aí as coisas se seguem como em um interminável novelo, com desdobramentos infindáveis.

O Desemprego

Com os indícios de uma crise econômica aumentando há o desencadeamento em cascata de outros problemas. Dentre eles o desemprego, nos mais variados setores da economia. Há uma apreensão, um medo que paira no ar, principalmente para aqueles que ainda estão com seus empregos. E um desespero para outros que infelizmente foram despedidos em razão da fraqueza da economia brasileira. Tudo isso gerando, logicamente, mais problemas sociais. É aquele trabalhador que comprara um apartamento e agora tem que devolvê-lo porque está desempregado. O fim de muitos sonhos.

A Crise Política
 
A ética e a moral têm sido valores massacrados na atualidade. Com os múltiplos casos de denúncias, de acusações, de processos que culminaram em prisões dos envolvidos. E o pior: parece que não tem fim! Quando um caso é desvendado surgem vários outros... Como se os ilícitos parissem filhotes a todo instante.

Assim, com a classe política bastante envolvida a população já não sabe mais a quem apelar. O Brasil está paralisado há um ano, pelo menos. O governo tentando apoio para conseguir aprovar mais impostos para tapar os rombos e os políticos, por sua vez, dificultando, não por querer o bem do povo, propriamente, mas também porque a carga tributária é excessiva no Brasil. 

A Economia

Estagnada em muitos setores, a economia padece e vai deixando rastros fortes entre a população, a sociedade. Milhares de postos de trabalho vão sendo fechados, acarretando o conhecido efeito dominó. O desempregado não compra, o comércio demite mais e depois mais estabelecimentos são fechados, as indústrias diminuem a produção etc.

A área da Saúde
 
Na área de Saúde encontramos problemas variados: hospitais sem condição de atendimento, falta de médicos, equipamentos, ambulâncias, leitos, remédios... Muitas unidades que começaram a ser construídas, mas foram interrompidas. Uma lástima. Consultas para serem marcadas e o pessoal não consegue. Licenças ou perícias agendadas com o INSS mas em razão de sucessivas greves o povo continua padecendo.

Segurança Pública

Estamos caminhando para um verdadeiro caos. Observem: os cidadãos foram desarmados e não podem mais ter o direito de defender suas vidas e a de seus familiares. As polícias não conseguem vencer o crime organizado, nem muito menos as outras facetas de crimes isolados. Assassinatos, assaltos, furtos, roubos, crimes bárbaros ficam na maioria das vezes apenas nas estatísticas, na frieza dos números.

Nós estamos verdadeiramente enjaulados em prisões domiciliares, na verdade, com os criminosos à espreita, esperando um momento para nos atacar, nos roubar, nos agredir. Chegamos quase ao fundo do poço. A banalização da morte já acontece. Os noticiários no dia a dia estampam os mais odientos crimes, bárbaros, e nos acostumamos com os fatos. É preciso mudar!

Cidadania

Se você gostou deste texto e concorda com as ideias compartilhe com seus amigos, divulgue nas redes sociais, faça seu papel de cidadania. Não podemos ficar mornos com a situação. Casa um pode – e deve – contribuir de alguma forma para encontrarmos juntos uma melhora para nosso excelente Brasil, antes que seja tarde demais.

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016

Por que a humanidade está se autodestruindo?

Escrevo sem a menor pretensão literária, apenas por observações ao longo do tempo e algumas reflexões que gostaria de compartilhar com as pessoas. Em Brasília uma vez assisti a uma palestra em que o professor iniciava com um impacto. Quase gritando ele dizia: “desde o início do mundo já houve milhares de guerras que mataram milhões de pessoas” e complementava com dados estatísticos surpreendentes sobre os inúmeros grandes conflitos mundiais. 

Os dias e anos passaram e o acompanhamento da vida na área internacional, com a facilidade que temos hoje em razão das mídias, das notícias de toda ordem que nos chegam quase em tempo real, comprova que a humanidade se autodestrói violentamente.

São conflitos de toda a natureza: políticos, religiosos, étnicos, raciais, que dia a dia vão exterminando a nossa própria raça humana, além das possibilidades de se acabar repentinamente o mundo inteiro em razão de artefatos nucleares. E ainda há o terrorismo internacional que distribui e ataca indiscriminadamente em qualquer lugar, a qualquer hora.

Chega a ser ridículo observar que o homem tem aqui na terra inúmeras possibilidades de coexistência pacífica. Mas por interesses múltiplos se desviam desse caminho. Os conceitos do Bem e do Mal também não são convergentes em todos os países. Há grupos, por exemplo, que matam pessoas, dizimam famílias, alegando agiram em nome de Deus.

As grandes guerras mundiais deixaram marcas de loucura e de destruição nos povos. E quase, por muito pouco, uma liderança extravagante conseguiu dominar todo o mundo inteiro. Milhares de judeus foram perseguidos, países invadidos e subjugados. Um fato histórico lamentável sob todos os aspectos.

A violência humana em nosso país também é inconcebível. A banalização das mortes bárbaras, dos assaltos, assassinatos, faz parte do cotidiano, infelizmente. E parece que nada fazemos para corrigir isso, para mudar de rumo, para que as pessoas pratiquem o Bem e não o Mal. Que final triste o mundo terá daqui a algum tempo!

O que o livre arbítrio pode causar quando a humanidade estiver nas mãos erradas? Ninguém pode de sã consciência prever. Mas uma projeção pode ser feita, com a escalada dos conflitos e dos grupos radicais, que geram por sua vez, atos de defesa por parte dos alvos potenciais e mais insegurança e violência.
 
Na observação de nossos criadores, o que achariam disso tudo? Tendo por base os princípios normais (e de nosso entendimento do que é certo) eles diriam mais ou menos isso: que pessoal mais idiota! Possuem uma área física enorme com muitos recursos naturais, alimentação que poderia ser farta para todos. Inteligência para algumas coisas, tipo avanços tecnológicos, mas em outro ponto de vista totalmente desumanos. E com tudo de bom para a vida escolhem caminhos para se autodestruir.

O mundo é assim desde o início, com as guerras de conquista. E a humanidade seguiu os passos bélicos ao longo dos tempos. A ganância dos povos é impressionante. O lucro faz com que a indústria de armas para as incontáveis guerras não para de crescer.

Seremos um laboratório terrestre, perdido na imensidão do Universo? Para onde iremos depois de nossa morte física? Como será nossa classificação de risco em um ambiente espiritual?

Veremos algum dia quando o mundo acabar. E ele vai acabar um dia, você vai morrer... E eu também, parafraseando o ilustre mestre Mario Sergio Cortella. Espero que cada um de nós faça sua parte para minimizar os estragos gerais produzidos pela própria natureza humana... 

E se tiver um galo cantando no palco, será multado pela Ordem dos Músicos?

Foi bem assim: época de carnaval e nosso Conjunto Big Brasa tinha sido contratado para animar quatro bailes no Clube Recreativo Cascavelense (CRC). O ano: 1980. Tudo acertado. Então resolvemos alugar uma casa em Cascavel para que nosso pessoal todo (músicos, técnicos auxiliares e “bigus”) ficasse em segurança depois dos bailes, tendo em vista que o deslocamento para Fortaleza, após as festas, seria inviável e muito perigoso, além de encarecer consideravelmente os custos daquela empreitada. E isso foi feito normalmente.

Contrato registrado na Ordem dos Músicos

A profissionalização e o respeito às regulamentações sempre nortearam as ações do Conjunto Big Brasa, seguindo as orientações que recebi de meu pai, Alberto Ribeiro, até quando completei meus 18 anos e segui em frente administrando o Conjunto Big Brasa. Partindo deste princípio tínhamos todos os contratos registrados na Ordem dos Músicos, no Sindicato dos Músicos e, quando necessário, na Delegacia Regional do Trabalho, no Ceará (DRT-CE). Este contrato foi por mim postado no Facebook, em um grupo que mantemos sobre o período. O valor contratado foi de R$ 140.000,00 (cento e quarenta mil cruzeiros), que sinceramente não sei dizer ao que corresponderia na atualidade! Uma cópia deste Contrato está abaixo, com a relação dos músicos, para detalhar e registrar para os amigos como talvez um documento "relíquia". As demais imagens apenas para ilustrar nais este pequeno traço de memória.

Os bailes de carnaval em Cascavel

E iniciamos o carnaval: todos os equipamentos montados no CRC, algumas caixas de som instaladas na parte superior da estrutura do salão de forma a bem distribuir as vozes e os sons dos instrumentos para todos os presentes de uma forma melhor possível. Infelizmente não temos registros fotográficos da época, apenas uma imagem de um de nossos transportes e de parte de nosso equipamento de som, na sede do Conjunto Big Brasa.

Uma conferência complicada

E começamos a tocar o carnaval. Primeira festa, tudo normal e dentro do esperado. Apenas vale lembrar a dificuldade que o nosso grupo teve para contar a importância recebida no primeiro dia, que depois foi acertada pelos dirigentes do Clube (os contratantes, no caso). Foi assim: após o encerramento da primeira festa, quando nosso pessoal iniciava o desligamento e guarda dos instrumentos, inesperadamente (talvez na ânsia de pagar logo o Conjunto) chegou uma pessoa vinda da Secretaria do Clube com um jornal estirado, um embrulho, subiu ao palco e disse para mim que era o dinheiro correspondente ao primeiro dia de carnaval (uma desorganização total nas cédulas).

Pois bem, olhando para “aquilo” tive a ideia de chamar o amigo e nosso pistonista Mairton Vitor dos Santos (in memoriam) para me ajudar na contagem do dinheiro, porque ele na época era funcionário de um banco de Fortaleza, exercendo a função de Caixa. Portanto, tinha mais prática do que eu na conferência, no manuseio de cédulas. Imaginem a cena: eu e o Mairton, em uma salinha na lateral do palco, para contar o dinheiro. Pois bem: colocamos o jornal no chão, com aquele monte de dinheiro miúdo em pacotes e começamos a contar. Pasmem: dificilmente um pacote exato de R$ 100.00 (cem cruzeiros)! O Mairton não parava de rir e uma hora disse: “que marmota é essa, rapaz, está tudo errado aqui!” Porque tinha pacote com 95, 105, 90 cruzeiros e daí a diferença começou a ficar grande, contra nós, ou seja, faltando dinheiro. Interrompemos a contagem, eu juntei tudo aquilo e fui, no meio de muitos foliões que ainda circulavam pelo Clube, devolver a grana na Secretaria. E informei: “olhem pessoal, neste início já estão faltando R$ 400 cruzeiros. Vocês confiram aí direito e depois nos pagam”. E eles assim o fizeram. Depois de uma meia hora retornaram com a importância certa.

Ameaça de multa e notificação, por um “fiscal” da Ordem dos Músicos

O fato principal – e inusitado - ainda estava por acontecer: no segundo dia a festança carnavalesca tece início. A orquestra Big Brasa iniciou com muita animação. Tocávamos marchinhas e tínhamos ensaiado com instrumentista de sopro que não participavam do Conjunto Big Brasa normalmente. Eram contratados apenas para os bailes de carnaval. Participavam da festa, no Conjunto Big Brasa, o amigo Marcílio Mendonça, excelente cantor, além de músicos como o Edir Bessa (nas percussões) o próprio Mairton (como pistonista) e eu, João Ribeiro, guitarra e teclado, além de outros músicos. Todo mundo registrado no Contrato, na OMB, conforme o que determina a legislação.

Um diretor do Clube cantando uma música!

Nós, dos conjuntos musicais, podemos controlar muita coisa em um palco, mas dificilmente impedir que um diretor de clube, por exemplo, que soubesse e tivesse vontade de cantar uma marchinha de carnaval conosco. E foi o que aconteceu. Ele subiu ao palco e pediu para cantar um pouco uma determinada música, que eu não lembro qual era (que estava sendo tocada na hora). E cantou por alguns e poucos minutos, normalmente, após o qual nos agradeceu e desceu do palco para retornar aos foliões. Tudo na mais perfeita normalidade e sem nenhum incidente.

A fiscalização da OMB

Pois bem, no intervalo da festa, enquanto todos os músicos lanchavam e descansavam um pouco, fui chamado por duas pessoas que se identificaram como fiscais da Ordem dos Músicos (deveriam ter sido contratados para isso, para fazer uma fiscalização mais eficiente, porque a OMB não poderia ter pessoal suficiente para cobrir todo o Ceará em um carnaval).

Vendendo dificuldades para cobrar facilidades!

E o fiscal mostrou uma cópia do contrato, com nove músicos nele registrados, dizendo que tinha “mais um cantando, mas que não estava no papel...” E eu comecei a explicar para aquele fiscal que tinha sido um diretor do Clube que pediu para cantar aquela música etc. Explicava, mas o cara nem olhava direito, dizendo que iria autuar e multar o Conjunto.
 
Nesta hora o Mairton, que ouvia tudo ao lado, em pé, chegou para esse fiscal e perguntou, ironicamente, com aquela voz engraçada que ele tinha quando estava invocado: “Quer dizer que se tiver um galo no palco cantando você multa o conjunto?” No que o cara respondeu de imediato: “Multo sim, se tiver no palco eu multo!”. Achei um verdadeiro absurdo, muita ignorância, falta de preparo daquela pessoa. E eu retruquei no mesmo tom, firmemente: “Pois pode multar! Mas o faça logo porque temos que retomar a festa”.

Então o tal fiscal preencheu um documento e pediu para que eu assinasse (devia ser uma notificação). Eu nem li direito, tal a agitação, o nervosismo pela falta de bom senso daquele fiscal e assinei o documento. E eles foram embora. Não apareceram mais até hoje – O que pretendiam, “não colou” conosco. E a festa continuou normalmente e as outras noitadas também. Por sinal foi um dos carnavais mais animados que participei, junto a amigos músicos responsáveis, alegres, o que tornou fácil nossa organização.  

O carnaval acabou e não recebemos nenhuma notificação da Ordem dos Músicos.  Hoje concluo que aquele elemento, tal como é costume no Brasil até hoje estava criando dificuldades para cobrar facilidades. Queria naturalmente que nós pagássemos alguma coisa para ele não autuar o Conjunto. Mas nesse dia quem “dançou” foi ele mesmo. Porque não concordamos e não compactuamos com aquele mau funcionário. Fica aqui o alerta para os novos músicos profissionais.

Na primeira oportunidade em que eu estive na Ordem dos Músicos relatei o fato e pedi para ver a tal notificação, ou sei lá que tipo de documento tinha sido feito. E a resposta do Presidente da Ordem para mim foi de que “nada tinha sido observado contra o Conjunto Big Brasa em fiscalização nenhuma”. E ponto final.

Fica o registro desse episódio para que outros músicos, que agora iniciam, procedam da maneira correta e dentro da lei para ficarem sempre tranquilos.