sábado, 16 de agosto de 2014

Tempos de paz e mais respeito para a vida, uma necessidade para os povos

 
Em uma época distante fiz alguns cursos em minha área de atuação nos quais foram abordados aspectos das guerras no mundo. Desde as mais remotas batalhas até os grandes conflitos mundiais, com seus resultados sempre trágicos, com milhões de mortes por todos os lados envolvidos. E nesses estudos obtive conhecimento detalhado sobre inúmeras guerras, os motivos desses embates bélicos ao longo do tempo e outros dados que me deixaram perplexo. Há necessidade de paz entre os povos e espero que este texto sirva pelo menos para demonstrar o que a raça humana faz de ridículo, ao destruir seus próprios semelhantes e até mesmo a natureza onde vive.  

Ao observar os mais recentes conflitos cheguei à conclusão que o homem pouco se conhece e muito menos respeita a vida e o seu semelhante. A inteligência, a tecnologia, avança por um lado e destrói por outro. E a luta por interesses continua, pelas pessoas (através das desinteligências que ocorrem nas comunidades), pelos países (quando há luta pela posse de mais bens ou outros grandes bens, como o petróleo) e pelas ideias (quando uns pensam de um jeito e não admitem o direito de outros pensarem de forma diversa. 
 
No mundo inteiro briga-se por tudo e boa parte das populações constantemente são praticamente dizimadas ou seriamente prejudicadas por essas ações. Há conflitos armados por interesses comerciais, econômicos, geográficos, raciais, religiosos, políticos etc. A simples regra do respeito mútuo às ideias não é sequer lembrada. A única diferença entre as guerras dos povos antigos e as guerras “modernas” é que aprendemos a matar, a destruir, de forma mais rápida. E na grande maioria dos ataques das guerras atuais pessoas podem atingir alvos e matar centenas de semelhantes sem estar perto. E de forma “virtual”, como em um jogo de videogame... A um simples aperto de botão e “bum”... Milhares de mortos e feridos. Seria tudo isso causa da natureza de nossos espíritos ainda não adequadamente evoluídos?

Gostaria de imaginar a possibilidade de o mundo inteiro conseguir a paz. Utopia, claro, mas seria por demais benéfico para todos os habitantes deste pequeno planeta Terra, perdido entre milhões de planetas semelhantes no universo, dos quais ainda não se possui nenhum conhecimento. Não sabemos se existe vida semelhante à nossa ou inteligências superiores ou inferiores habitando outras moradas.

E, dentro da insignificância do ser humano diante da grandiosidade do Universo, sequer conhecemos a nós mesmo... E de grande parte da natureza em que vivemos. Vamos citar, por exemplo: o homem gasta fortunas para enviar suas naves em direção ao cosmos para tentar uma descoberta longínqua que possa nos beneficiar. Mas ao mesmo tempo quase nada sabe sobre seu próprio cérebro! Como funciona e como “consertá-lo” em caso de defeitos... E por outro lado, se avança em direção aos céus, pouco conhece dos oceanos e dos mares aqui na terra, não sabendo o que está escondido em suas profundezas.  Também sobre a própria terra não sabe quase nada. A alguns quilômetros consegue extrair petróleo, mas se pensarmos a amplitude das camadas da terra não conhecemos praticamente nada.

Voltando a questões que nos atingem diretamente: os micro-organismos (vírus, bactérias etc.). Eles estão nos destruindo e ameaçando por toda parte. As infecções de toda ordem aparecem a cada dia e se avança lentamente para combater esses inimigos mortais da raça humana. Não haveria desperdício em se gastar tanto dinheiro para saber se em Marte tem ou teve água e não tentar com mais afinco descobrir as causas do câncer? Tenho certeza de que se em Marte tivesse água em nada adiantaria para nós...

Ainda partindo de um ideal utópico, mas que em meu ponto de vista seria o ideal para a humanidade, os povos poderiam se ajudar mutuamente de forma a terem convivências agradáveis, que pudessem elevar a qualidade de vida de todos os habitantes da terra, indistintamente. Cada um mantendo suas crenças, mas respeitando a de outros. Cada um vivendo, mas deixando os outros viverem e, ainda mais, contribuindo com os menos favorecidos. Não há razão plausível para tanta miséria no mundo, se não pela ganância de uns e completo menosprezo por outros. Por outro lado a natureza quase imbecil de muitos povos, considerados pobres, é ainda mais agressiva. Chegando ao ponto de em uma mesma nação a população se dividir (Por um motivo ou por outro) e se aniquilar mutuamente.

Será que algum dia iremos chegar a uma verdadeira evolução mental e de comportamento civilizado, ainda neste plano? Ou o livre arbítrio que recebemos foi apenas para testarmos a nossa capacidade de evoluir?

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