terça-feira, 20 de maio de 2014

Os bons hábitos de escrever e de registrar aspectos de nossa existência

  
Às vezes fico pensando: o que me faz sentir necessidade de registrar alguns momentos ou os melhores momentos de nossa existência? Para algumas pessoas isto não faz e não terá importância alguma. Mas para mim dá a impressão de marcar o dever cumprido, as metas que foram estabelecidas e alcançadas, as dificuldades de percurso etc. Sinto-me muito bem com estes procedimentos.  

Um dia desses consegui recuperar partes de um diário que escrevi, feitos em um aplicativo de computador. Eram poucas frases, resumos do dia a dia, coisas sem muita importância, mas que sem dúvida assinalaram um caminho que eu iria percorrer. E pude constatar que as previsões, as indicações do texto eram muito realistas e foram eficazes como uma premonição. Foi interessante. Em outras épocas passei tempos sem registrar quase nada e tive que resumir períodos para não perder a sequência.

Quando relemos nossa própria história de vida curtimos tudo de novo, revivemos as emoções, os bons sentimentos e também as fases ruins, sendo que essas servirão apenas como experiências para um futuro, porque não possuem mais as forças que tiveram sobre nós quando ocorreram.

Algo me diz, também, que devemos registrar tudo, ou o eu pudermos. Uma planilha em outro plano está sendo feita com nossas atitudes boas e negativas. Uma pontuação... Se for assim mesmo nossos cálculos aqui na terra, em nossa breve existência, nos ajudará a corrigir possíveis distorções e acertar os rumos, de modo a tentar chegar um pouco mais perto de uma iluminação. Um bom exercício de raciocínio e reflexão sobre o tema me parece muito salutar.

Quando converso com amigos e familiares sobre o assunto digo sempre: que vontade eu teria de saber mais sobre meus avós, suas atividades, seus trabalhos, seus modos de vida. E com a tecnologia hoje existente os registros de muita coisa são fáceis de serem mantidos. Fotografias, pequenos textos, comentários, enfim, muitas impressões que podem ficar para o conhecimento das futuras gerações, dos netos e bisnetos.

Se eles vão se interessar por isso? Só o tempo vai dizer. O que interessa para mim é deixar essa oportunidade de conhecimento para o futuro. E assim vou montando a minha cápsula do tempo. E digo mais: deixe sempre seus escritos que você deseja tornar de conhecimento futuro em pastas fáceis de serem pesquisadas.


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